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Depois da derrota, partido de Merkel troca toda a liderança

FolhaPress
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Bruxelas - Depois da derrota nas eleições parlamentares no mês passado, o partido da premiê Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), decidiu reeleger toda a sua liderança. O partido terminou o pleito em segundo lugar, com 24,1% dos votos, o pior resultado da CDU desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Atrás do social-democrata SPD por 1,6 ponto percentual, a agremiação teoricamente ainda poderia formar uma coalizão para governar; a decisão de renovar sua liderança, porém, praticamente enterra essa possibilidade.

Entre os que deixarão seus cargos estão o atual presidente da CDU, Armin Laschet, 60 anos, que foi o candidato dos conservadores à sucessão de Merkel. Laschet, que era também governador do maior estado alemão, a Renânia do Norte-Vestfália.

Do lado dos vencedores, o SPD, os Verdes e os liberais do FDP sinalizaram nesta terça (12) que podem começar mais cedo que o previsto negociações formais para uma coalizão de governo. Uma das principais dificuldades está em pontos do programa do FDP que são radicalmente diferentes dos eventuais parceiros de governo.

As siglas podem decidir nesta sexta se partem para as negociações formais, o que aumentaria as chances de formar antes do Natal um novo governo na Alemanha.

Se o processo for bem-sucedido, será a primeira vez em que o país será governado por uma coalizão de três partidos - batizada, neste caso, de Semáforo, por causa das cores das agremiações: vermelho do SPD, amarelo dos liberais e verde dos ambientalistas.

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