Tribuna do Leitor

Arbitragem eletrônica

Cesar Savi
| Tempo de leitura: 1 min

Com o advento do VAR, é possível prever que nos próximos anos o futebol passe a ter arbitragem totalmente eletrônica, sem o tradicional. Para isso, seriam colocadas dezenas e dezenas de câmeras ao lado do gramado e tudo o que acontece dentro do campo seria visto, avaliado e julgado eletronicamente, sem participação humana. Se foi ou não foi falta, se foi ou não foi simulação e também acabar com a cera. A punição seria anunciada em segundos pelas caixas de som por meio de um robô. Hoje, ao marcar uma falta, o árbitro é cercado por jogadores dos dois imes.

Atualmente, um jogo tem cerca apenas 55% a 60% de bola rolando, o que é um absurdo, além de ingressos caros. Nessa minha utopia sobre o ludopédio (futebol), não deveria existir impedimento porque a essência do jogo são os gols. O VAR tem assinalado gols e gols marcados e não confirmados por impedimento como bico da chuteira, do joelho e afins além das linhas. Além disso, a Fifa poderia determinar que o time que tem a bola deve ultrapassar o meio do campo em 15 segundos.

Seria para evitar a irritante troca de passes laterais, respeitar a lei que diz que o goleiro deve repor a bola em jogo, salvo engano em 6 segundos e similares. Um bom exemplo é o basquete, que marca o tempo somente com a bola em movimento. Estou em clima de apoteose futebolística.

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