Brasília - O ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou nesta segunda-feira (25) apoio à privatização da Petrobras, como uma forma de extrair mais rápido o petróleo e gás natural brasileiros.
"E se daqui a 10 ou 20 anos o mundo inteiro migra para hidrogênio e energia nuclear, abandonando o combustível fóssil? A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E deixamos o petróleo lá embaixo com uma placa de monopólio estatal em cima", ironizou, em cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Crescimento Verde no Palácio do Planalto
O ministro da Economia, admitiu que não é possível "disfarçar a verdade" ao falar sobre manobra do governo para driblar o teto de gastos e viabilizar um auxílio social de R$ 400 até o final de 2022, ano em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentará a sua reeleição.
VILÃO?
"Somos uma potência verde e agora vamos levar para fora o Programa de Crescimento Verde. Não é possível que o Brasil seja tratado como o vilão da poluição internacional. Quando pegamos os fluxos de poluição, o Brasil tem 1,7%, a Europa tem 15%, os Estados Unidos têm 15% e a China tem 30%. Como pode o país que menos polui ser o mais agredido internacionalmente", protestou.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que sua pasta tem feito esforços para que o agronegócio seja um protagonista da agenda verde lançada pelo governo. "Nos últimos 40 anos o Brasil tem sido um grande provedor de alimentos, fibras, bioenergia e tecnologias em agropecuária tropical para todo o mundo. O Brasil é um dos poucos países do mundo com condições reais para ter uma economia de verdade", afirmou.