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Clima: líderes mundiais discutem soluções para aquecimento global

Estadão Conteúdo
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Roma - Líderes do G20 estão divididos sobre a redução no uso de carvão a fim de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius, o que lança dúvidas sobre a capacidade de se atingir a ambiciosa meta climática. A reunião de líderes globais em Roma neste fim de semana marcou o tom para as conversas no encontro sobre o clima da Organização das Nações Unidas em Glasgow, que começará hoje e vai até 12 de novembro.

Reunidos em Roma os países do G20, incluindo Estados Unidos, China, Rússia, Índia e Arábia Saudita, tentam forjar uma posição comum sobre como aderir da melhor maneira ao acordo sobre o clima de Paris de 2015, que pede a redução as emissões o quanto antes possível, a fim de se atingir a neutralidade climática em meados do século.

Funcionários dizem que fechar um consenso sobre políticas segue difícil, diante de interesses que se chocam e do fato de que poucas propostas concretas devem surgir do encontro. Sem um sinal positivo do G20, um acordo na COP-26 será ainda mais difícil de se atingir, temem ativistas.

CARVÃO

A questão do carvão será um teste importante para os líderes do G20. O grupo inclui várias nações com forte uso do componente e também produtores de combustível fóssil, entre eles China, Estados Unidos e Austrália. Em julho, durante reunião de ministros do Meio Ambiente em Nápoles, o G20 não chegou a um acordo sobre datas para a redução no uso de carvão e o fim das construções de novas centrais de energia movidas a carvão. Países ricos em carvão como China, Índia e Austrália se opõem a essas metas. Turquia, Rússia e Arábia Saudita também estão nesse campo.

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