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Anvisa nega ter recebido pedido de registro de vacina para crianças

Agência Brasil
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Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (3) que ainda não recebeu novo pedido de autorização emergencial ou de registro definitivo de vacinas contra a Covid-19 para uso em crianças.

Em comunicado, a Anvisa lembrou que a aprovação da vacinação em um determinado público só ocorre a partir de uma solicitação de um fabricante. Nessa requisição, é preciso apresentar dados científicos sobre segurança e eficácia do imunizante, em contraposição ao anúncio do governo do Estado dizendo que faria esse pedido ainda ontem à tarde.

O tema ganhou atenção na semana passada quando a autoridade sanitária dos Estados Unidos, a FDA, aprovou o uso da vacina do consórcio Pfizer-BioNTech em pessoas com idades de 5 a 11 anos de idade. 

Na semana passada a Pfizer anunciou que entraria com a solicitação junto à Anvisa para viabilizar a aplicação do imunizante nesse público. Contudo, segundo a agência, o requerimento ainda não foi encaminhado.

AMEAÇAS

Na semana passada, os diretores da Anvisa receberam ameaças de morte de pessoas contra a vacinação de crianças. O caso foi denunciado às autoridades para investigação e eventual punição dos responsáveis.

O governo de São Paulo disse que iria enviar um ofício à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedindo que seja autorizada a vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. O anúncio foi feito pelo governador João Doria, ao destacar que outros países da América do Sul, como o Chile, Argentina e Colômbia estão fazendo a imunização nessa faixa etária.

SENSIBILIZAR

Segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, apesar das solicitações para uso das vacinas serem feitas pelos fabricantes dos imunizantes, o governo quer "sensibilizar" a agência e os laboratórios para o tema. "Esperamos sensibilizar não só a Pfizer, como a própria Agência Nacional de Vigilância [Sanitária] da necessidade urgente em controlar a pandemia no nosso país. Outros países já vem utilizando a vacinação nessa faixa de 3 a 11 anos, garantindo, dessa forma, a proteção desse grupo, bem como a redução da circulação de vírus e a possibilidade de surgimento de novas variantes".

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