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Covid: com 71% de cobertura vacinal, Saúde sai em busca de 27 mil faltosos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A Prefeitura de Bauru busca encontrar uma solução ao maior desafio neste momento no enfrentamento da pandemia da Covid-19: o elevado número de pessoas que já deveriam ter tomado a segunda dose da vacina, mas ainda não foram aos postos de saúde. As unidades já iniciaram a busca ativa destes moradores por telefone, inclusive com o mapeamento dos motivos que levaram à evasão, e o Departamento de Saúde Coletiva de Bauru propôs estabelecer parcerias com empresas para identificar e sensibilizar trabalhadores que não tenham completado o esquema vacinal.

De acordo com dados do "Vacinômetro", banco estatístico do governo estadual, 41.138 moradores da cidade que tomaram a primeira dose da vacina ainda não receberam a carga complementar. Diretor do Departamento de Saúde Coletiva de Bauru, Ezequiel Santos estima que, deste total, cerca de 27 mil estão com a dose em atraso. O restante é formado por adolescentes que devem ser imunizados nas próximas semanas.

Segundo o "Vacinômetro", a cobertura de primeira dose em Bauru já chegou a 83,5% (316.889 pessoas, incluindo aquelas que receberam dose única da Janssen). Porém, apenas 71,1% (269.751 moradores) completaram o esquema vacinal.

Santos ressalta que o ideal era que ao menos 80% da população recebesse a carga a adequada do imunizante, para que a retomada das atividades, inclusive dos eventos esportivos e de entretenimento, possa ocorrer de forma segura. O objetivo é alcançar esta marca até o fim do mês. "Estamos vendo alguns países da Europa, como a Alemanha, que está com apenas 65% da população com imunização completa, passando por um processo difícil", frisa. Na mesma situação está a Rússia, que, desde 20 de outubro, vem registrando mais de 1 mil mortes diárias por Covid-19.

AÇÕES

Para tentar traçar uma estratégia que ajude no avanço da vacinação, o diretor revela que as unidades de saúde passaram a entrar em contato por telefone com os moradores que deixaram de tomar a segunda dose. A intenção é conscientizá-los sobre a importância de tomar a carga complementar e, ainda, saber o motivo de eles não terem retornado ao posto.

"As justificativas estão sendo anotadas no sistema para termos uma noção do que está ocorrendo", pontua. Entre as causas mais comuns, estão o receio após terem sofrido reações com a primeira dose, o fato de terem retornado ao trabalho presencial e não conseguirem liberação em horário comercial e a falsa crença de que a segunda dose não é necessária em um cenário de pandemia arrefecida.

Além do trabalho de convencimento feito por telefone, outra estratégia foi solicitar às empresas para que identifiquem funcionários que não tomaram as duas doses. De acordo com Santos, dependendo do número de pessoas, a Saúde Coletiva de Bauru pode se mobilizar para fazer a vacinação dentro do próprio estabelecimento.

"Nosso pedido inicial é para que as empresas façam este levantamento e liberem estes trabalhadores ao menos por algumas horas para que eles possam ir até a unidade de saúde. Precisamos que os casos não voltem a aumentar, inclusive para que as atividades econômicas permaneçam sem restrições", acrescenta. Para facilitar, nesta semana, a aplicação da segunda dose da Pfizer ocorrerá por livre demanda nas unidades de saúde (leia mais abaixo).

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