Saúde

Sarampo volta a preocupar


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Ao longo do ano passado, em maio ao caos provocado pela pandemia da Covid-19, mais de 22 milhões de crianças perderam a primeira dose da vacina contra o sarampo - 3 milhões a mais do que em 2019. O alerta foi emitido na quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse dado representa o maior aumento em duas décadas e desperta preocupação em relação ao surgimento de novos surtos. As informações são da revista Crescer.

A OMS afirma que embora os casos de sarampo tenham diminuído 80%, em 2020, comparado com o número do ano anterior, o caminho para a eliminação da doença ainda é longo. De acordo com a entidade, o acompanhamento dos casos vem sendo precário.

"O fraco monitoramento, teste e notificação do sarampo colocam em risco a capacidade dos países de prevenir surtos desta doença altamente infecciosa. Os principais surtos de sarampo ocorreram em 26 países e representaram 84% de todos os casos notificados em 2020", diz a instituição em nota.

Esse cenário, somado ao grande número de crianças não vacinadas, pode aumentar os riscos de mortes relacionadas ao sarampo e complicações graves em crianças. "Devemos agir agora para fortalecer os sistemas de vigilância de doenças e eliminar as lacunas de imunidade, antes que as viagens e o comércio retornem aos níveis pré-pandêmicos, para prevenir surtos de sarampo mortais", afirma Kevin Cain, diretor global de imunização do CDC, dos Estados Unidos.

O sarampo é um dos vírus mais contagiosos, porém, a vacinação tem um impacto significativo nessa doença. Segundo o CDC, nos últimos 20 anos, o número anual de mortes estimadas caiu 94%, passando de 1.072.800 para 60.700, evitando uma estimativa de 31,7 milhões de mortes por sarampo no período.

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