Economia & Negócios

Ômicron ameaça economia global

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

A economia global pode sofrer um golpe com a variante ômicron da Covid-19, dizem economistas. Os gastos com turismo provavelmente enfraquecerão, e talvez o mesmo ocorra com os gastos com restaurantes e com as compras nas lojas. Do lado da oferta, a nova variante poderia manter os trabalhadores em casa, restringindo ainda mais a capacidade das fábricas de fornecer produtos para atender à demanda, o que prejudicaria as redes globais de abastecimento e alimentaria uma inflação mais forte.

Vários economistas disseram que é muito cedo para dizer que efeito a variante teria sobre a redução gradual das compras de títulos e planos de taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). Ainda assim, ela pode complicar as perspectivas de inflação e o plano do Fed de reduzir suas compras de ativos a partir deste mês.

No entanto, em comparação com a onda inicial de Covid-19, em março de 2020, e a variante Delta neste verão do Hemisfério Norte, a ameaça da ômicron para as economias provavelmente será menos severa, em parte porque cada nova cepa de vírus teve um impacto econômico reduzido.

As taxas de vacinação estão muito mais altas do que no início do ano, o que provavelmente reduzirá os riscos à saúde apresentados pela cepa. Os governos têm menos probabilidade de impor paralisações generalizadas do que no início da pandemia, dada a resistência política e as novas informações sobre quais medidas são mais eficazes para conter o vírus. "É necessário um boom em um boom", disse Diane Swonk, economista-chefe da empresa de consultoria e contabilidade Grant Thornton LLP. "Temos muito ímpeto e isso ajuda". 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que os cuidados que a população deve tomar em relação a variante ômicron, que surgiu na África do Sul, são os mesmos de outras cepas da Covid que já circulam pelo mundo. "A principal arma que nós temos para enfrentar essa situação é a nossa campanha de imunização", destacou em uma live nas redes sociais.

A OMS classificou a nova cepa como "variante de preocupação", por causa do potencial risco de ser mais transmissível que as anteriores. Mesmo antes dessa avaliação, o grande número de mutações da variante gerou uma grande onda de atenção em vários países do mundo.

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