O mundo já teve experiências do ser humano sobreviver numa bolha. Na década de 80, um bilionário investiu o equivalente a R$ 300 milhões para construir uma espécie de bolha com uma réplica do planeta Terra. Chamado de Biosfera 2, a bolha tinha quase quatro mil espécies. Os criadores do projeto se inspiraram no Programa Espacial Americano.
Em 1991, oito pesquisadores foram trancados nesse local. Os pesquisadores tinham até praia particular, com água quente e cristalina. Mas eles eram obrigados a plantar, a produzir a própria comida, sem nenhuma ajuda do mundo externo. E foi aí que começaram a surgir os problemas nesse planeta que parecia perfeito.
O homem não se adaptou ao Biosfera 2.
Esse confinamento não proporcionou melhoras ao ser humano, pelo contrário, percebeu-se que não havia como viver isoladamente do mundo exterior.
Hoje, com o mundo todo de cabeça para baixo, com os vírus mutáveis a cada nova etapa e os cientistas pesquisando para combater essa multiplicação de novas variantes, perguntamos:- de onde será que surgem tantos e tantos novos e cada vez mais resistentes vírus mortais?
Seria uma saída o homem se isolar numa bolha de ar, com todos os benefícios, dentro da mesma. Ar-condicionado, sopas concentradas que seriam diluídas com o próprio ar reinante. Uma bolha que trouxesse um isolamento do ser humano de todo e qualquer vírus externo. Vários modelos: individualizado, par, trio, familiar. Você faria a escolha de sua bolha e com os adereços que melhor lhe conviesse...
Seria descartável após o uso?
Ou seria higienizada, partindo de um posto central, com controle severo, de quanto já foi utilizada, e o quanto teria a ser usada ainda... determinando assim seu prazo de validade.
Fantasia, sonho, utopia... Quem é que tem uma resposta? Sonhar não tem limites... Sonhemos com um mundo melhor, perfeito...
Oremos...
O autor é professor e colaborador de Opinião.