Para quem gosta de beber muito durante o réveillon, o ano sempre começa com uma forte dor de cabeça e enjoo. Estes são os principais sintomas da ressaca. Isso acontece porque o álcool acelera o processo de desidratação do corpo, como explica o endocrinologista Francisco Tostes.
"A bebida alcoólica inibe a DH (hormônio antidiurético), apesar de o indivíduo estar ingerindo uma bebida, o consumo excessivo leva a um aumento da eliminação de líquido do seu corpo, e se você também estiver exposto ao calor e ao sol, pode levar a um quadro de desidratação", diz Tostes.
O álcool altera a sensação de prazer (é por isso que as pessoas dizem que estão "alegrinhas"). Mas, em contrapartida, também mexe em outras áreas, como as que regulam a coordenação e o autocontrole.
"Quando o etanol chega ao cérebro, estimula os neurônios a liberar serotonina, neurotransmissor responsável por regular o prazer, o humor e a ansiedade. Por isso, um dos primeiros efeitos do álcool é deixar o bebedor desinibido e eufórico", detalha Mariana Catta-Preta, nutricionista.
FIQUE ALERTA
De acordo com a nutricionista Samara Lopes, durante a metabolização do álcool, há a produção de radicais livres. Para combatê-los, é preciso ingerir vitaminas do complexo B. "Nada de se encher de carboidratos refinados e gorduras, eles não ajudarão a diminuir a ressaca. O melhor é se hidratar, bebendo bastante água, água de coco ou suco natural. É preciso consumir vegetais, porque eles ajudam no processo de destoxificação. As oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas e o abacate são importantes, porque têm glutationa, que é o antioxidante mais importante para o processo de destoxificação", diz.
O médico Francisco Tostes alerta também para o risco de dependência do álcool. "O risco é maior naqueles que metabolizam melhor o álcool, ou seja, naqueles que demoram mais para ficarem embriagados.