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Violência obstétrica é crime


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Questões ligadas à violência obstétrica vieram à tona após a influenciadora digital Shantal Verdelho e outras mulheres acusarem o médico Renato Kalil de agressões durante o parto. O tema, por ser pouco discutido na sociedade, traz consigo uma série de dúvidas. Como identificar? Quais são os tipos de violência obstétrica? O que as vítimas podem fazer?

A violência obstétrica inclui abusos que podem estar relacionados a ataques verbais, agressões físicas, negação do direito à acompanhante, privacidade, confidencialidade, preconceito e cuidado de qualidade. O puxo dirigido - prática de pedir para a mulher fazer força quando o bebê está prestes a nascer -, também é considerado um tipo de agressão.

Além disso, há outras iniciativas que acabaram sendo naturalizadas ao longo dos anos, e que ainda hoje acabam passando despercebidas pelas grávidas, como realizar cesárea sem indicação médica, episiotomia - corte realizado para ampliar o canal de parto -, e a manobra de Kristeller, quando a barriga da mulher é empurrada para facilitar o nascimento do bebê - muitas vezes, com o médico em cima da mulher. Prática que se também se tornou bastante comum, o chamado "ponto do marido" também é violência obstétrica, de mutilação genital, que muitas das vezes é feita sem que a própria mulher tenha conhecimento, após a episiotomia.

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