Internacional

Mortalidade cai, mas os casos de Covid-19 "explodem" no mundo

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - Menos de duas semanas após registrar média móvel de novos casos de Covid superior a 1 milhão pela primeira vez desde o início da pandemia, o mundo se aproxima do recorde de 2 milhões. O surgimento da variante ômicron foi uma alavanca para o salto nos registros, enquanto o avanço da imunização conseguiu impedir que movimento semelhante ocorresse no número de mortes.

A média de novos casos diários nesta sexta-feira (7) foi de 1,96 milhão, segundo levantamento da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade Oxford. Trata-se da cifra mais alta desde que o Sars-CoV-2 foi identificado, há pouco mais de dois anos. Já o número bruto de novas infecções, se desconsiderada a média, é de 2,52 milhões.

A média móvel de mortes diárias no mundo alcançou 5.855 nesta sexta, ainda segundo a plataforma Our World in Data. Há um ano, o número chegou a ser superior a 18 mil e, em maio e abril do último ano, frente à disseminação da variante delta, girou em torno de 15 mil e 16 mil.

ENTENDA O CÁLCULO

A média móvel é um recurso estatístico que busca dar visão mais precisa da evolução da doença, uma vez que atenua, por exemplo, dados represados pelos sistemas de informação. O cálculo é feito somando o resultado dos últimos sete dias e o dividindo por sete. No dia seguinte, é acrescentada a informação do período mais recente e excluído o dia mais antigo para o novo cálculo da média.

Ainda que o salto no número de casos preocupe autoridades nacionais e leve governos a retomarem restrições que haviam sido levantadas, os registros de morte em decorrência da covid não apresentam o mesmo crescimento, algo assegurando, em grande parte, devido ao avanço da imunização contra a doença.

CONTRAPARTIDA

Estudos ainda estão sendo feitos para compreender as características da ômicron e seu potencial para agravar a crise sanitária. A OMS (Organização Mundial da Saúde), porém, já alerta que descrever a cepa como branda é um equívoco.

O etíope Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, falou nesta quinta (6) em um "tsunami" de novos casos globais impulsionados pela ômicron e voltou a fazer um apelo que lhe tem sido recorrente desde que o imunizante contra a Covid foi desenvolvido: o de que, sem equidade na distribuição de vacinas, será impossível controlar de fato a pandemia.

Comentários

Comentários