Brasília - Dias depois de o presidente da Argentina, Alberto Fernández, ter pleiteado a inclusão do país no Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Itamaraty afirmou que não vê espaço para discussão no grupo sobre sua eventual ampliação.
"O Brics é um grupo informal de coordenação e cooperação entre cinco países emergentes significativos, que representam 53% da população, 24% do território e 24% do PIB mundiais. Não há um 'acordo constitutivo' do agrupamento, dada sua natureza informal, portanto não há processo estabelecido oficialmente para a entrada de novos membros", afirmou a pasta em resposta a questionamentos enviados pela Folha. "Não há no grupo, no momento, discussão sobre sua eventual ampliação."
Em recente viagem a Moscou e Pequim, Fernández pediu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, e ao líder chinês, Xi Jinping, apoio para o ingresso da Argentina no Brics.
A solicitação gerou surpresa em interlocutores no governo Jair Bolsonaro (PL).
A diplomacia brasileira sob o atual presidente reduziu a ênfase dada ao Brics e mantém pouca proximidade com a Argentina.