Reginópolis - Projeto de lei de autoria da Prefeitura de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) que tramita na Câmara em regime de urgência pretende criar, no âmbito da administração, três novos cargos em comissão, dois de assessoria e um de coordenadoria, com salários que variam entre R$ 1.864,12 e R$ 4.486,37.
No mesmo projeto, que modifica lei de 2018, o Executivo altera nomenclatura de dois cargos comissionados já existentes, aumentando o valor dos salários, majora as referências salariais de outras 18 funções de livre nomeação e propõe a extinção de dez empregos públicos.
Na exposição de motivos, o prefeito Ronaldo da Silva Correa (Podemos) informa que as mudanças buscam adequar e melhorar "o andamento das atividades administrativas, com melhor atendimento à população, visando dar mais agilidade e eficiência aos serviços públicos prestados aos munícipes".
Ele, contudo, não apresentou aos vereadores relatório do impacto financeiro que a criação dos novos cargos comissionados e a majoração das referências salariais de funções de livre nomeação trarão aos cofres municipais sob a justificativa de que também está extinguindo cargos.
Na última sexta (11), a reportagem entrou em contato com a chefia de gabinete da Prefeitura de Reginópolis pedindo informações sobre esse estudo financeiro e foi informada de que o setor contábil enviaria os dados por escrito na segunda (14), o que não ocorreu. Nesta terça (15), o JC enviou mensagens no WhatsApp do prefeito, mas não obtivemos um retorno.