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Embaixada em Kiev anuncia primeira retirada e poucos brasileiros aderem

Agência Brasil
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Brasília - O trem saiu lotado de moradores latino-americanos, mas não com a quantidade que o governo brasileiro esperava. Apenas 20 brasileiros aderiram a uma ação anunciada pela Embaixada do Brasil em Kiev.

No final da tarde desta sexta-feira (25), um trem partiu da capital com destino à cidade de Chernivtsi, no oeste do país, que fica nas proximidades da fronteira com a Romênia. Foi a primeira opção viabilizada pelo Itamaraty para a retirada de brasileiros do país, que sofre uma invasão de tropas militares da Rússia.

"Caso considerem que a situação de segurança em suas localidades o permita, cidadãos brasileiros e latino-americanos registrados junto à Embaixada poderão dirigir-se à estação. Não é necessário comprar bilhetes. A chefia da estação está avisada do assunto. Sugere-se que os interessados cheguem com antecedência", informou o serviço consular brasileiro, em uma publicação no Facebook. 

Segundo a embaixada, a situação de segurança e de disponibilidade de transporte em Kiev é instável e sujeita a mudanças repentinas e que, por isso, não seria possível garantir a partida ou lugares suficientes.

IDENTIFICAÇÃO

A Embaixada do Brasil em Bucareste, capital da Romênia, informará às autoridades romenas os nomes e números de documento de todos aqueles que embarcarem no trem oriundo de Kiev, para acelerar os trâmites de ingresso no país. Além disso, o serviço consular está tentando contratar um ônibus para trasladar os cidadãos brasileiros da fronteira até a capital romena.

Estima-se que a comunidade brasileira na Ucrânia seja de 500 pessoas. Cerca de um terço já havia feito o recadastramento junto à embaixada para se manterem informados.

JOGADORES

Jogadores brasileiros que atuam em clubes ucranianos gravaram novo vídeo nesta quinta-feira). Eles pedem o apoio do governo Bolsonaro e afirmam que não podem deixar o país após o início da invasão russa. Eles não se acharam seguros para chegar à estação de trem de Kiev.

"Devido à falta de combustível, fronteira fechada, espaço aéreo fechado, a gente não pode sair. A gente pede muito apoio ao governo do Brasil, que possa nos ajudar", afirma o zagueiro Marlon, do Shakhtar Donetsk, equipe que tem 12 atletas brasileiros.

No vídeo gravado e divulgado pelos atletas, a mulher de um deles, não identificada, diz não saberem se haverá comida, os suprimentos já estão chegando ao fim. O grupo que está num bunker de hotel também cresceu e já chega a 40 pessoas.

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