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Gibi orienta adolescentes egressos de medidas socioeducativas


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"Voltei pro mundão, e agora?". Este é o título do gibi lançado pelo Comitê Paulista para Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA), cujo objetivo é orientar adolescentes egressos de medidas socioeducativas. Com uma linguagem jovem, o material traz exemplos de situações que podem acontecer com meninas e meninos neste contexto e oferece informações sobre como e onde podem procurar apoio.

O lançamento do material ocorreu na última quinta-feira (24), na sede da Fundação Casa em São Paulo com a presença do Secretário de Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa, da presidente do Comitê e deputada estadual, Marina Helou presidente do Comitê, e da chefe do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em São Paulo, Adriana Alvarenga. As impressões serão inicialmente distribuídas para unidades da Fundação Casa.

Destinado aos adolescentes, o material também ficará disponível para estabelecimentos socioeducativos de todo o estado de São Paulo."Cada jovem, menino ou menina, após o cumprimento de medidas socioeducativas, deve receber apoio, não apenas do Poder Público, mas de toda a sociedade. O material a ser distribuído foi pensado exatamente com essa finalidade: orientar e fornecer informações sobre direitos e também contatos úteis para ajudar nessa nova e especial fase da vida", declara Fernando José da Costa, secretário da Justiça e Cidadania.

O processo de criação do gibi foi conduzido pela equipe técnica do CPPHA composta por pessoas da sociedade civil, de secretarias estaduais, juntamente com adolescentes e jovens em cumprimento ou em fase posterior à medida socioeducativa. O objetivo é auxiliar meninas e meninos no processo de construção de novos vínculos com sua comunidade e com equipamentos públicos, com foco na garantia de direitos e no desenvolvimento infanto-juvenil.

Entre outros temas, o gibi "Voltei para o mundão, e agora?" orienta e dá dicas sobre o acesso ao direito à educação, formação, moradia e oportunidades de inserção no mundo do trabalho. Também traz canais de apoio à saúde mental.

"Este gibi é um claro exemplo da importância da mobilização coletiva da sociedade civil e das secretarias estaduais em torno de um assunto tão relevante. Podemos e devemos somar esforços para que estes adolescentes que já cumpriram suas medidas possam retornar para suas famílias, amigos e sociedade, enfim, pro "mundão" com orientações dos equipamentos e espaços públicos que podem atender suas necessidades em uma etapa tão crucial de suas vidas", explica Marina Helou, deputada estadual e presidente do Comitê."É importante que os adolescentes e jovens que cumpriram medidas socioeducativas tenham consciência de seus direitos e saibam onde procurar apoio, para que voltem a estudar, tenham acesso a serviços de assistência social, saúde e proteção. O acesso desses jovens a oportunidades pode também ser decisivo para que não voltem a cometer outros atos infracionais. Iniciativas que tenham como objetivo apoiá-los no momento posterior às medidas são urgentes", afirma Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef em São Paulo.

CPPHA

É uma iniciativa que desde 2018 tem como objetivo tornar o estado de São Paulo um lugar seguro para adolescentes, informa a assessoria de imprensa. Trata-se de uma articulação intersetorial e suprapartidária, entre a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o Unicef e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Justiça e Cidadania. O Comitê é presidido pela deputada estadual Marina Helou (Rede Sustentabilidade) e é a principal iniciativa no estado de São Paulo para lidar com o assassinato de crianças e adolescentes.

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