Uma erosão que estava ficando fora de controle devido à chuvarada dos últimos três meses tem uma alternativa encontrada pela Prefeitura de Bauru para resolver o problema e evitar que residências sejam tragadas para dentro do buraco. Ela está situada em uma área mista, parte em terreno municipal e metade particular, encostada à quadra 1 da rua Tamandaré, ao lado da indústria Sina, na Vila Independência. Um imóvel, inclusive, já foi comprometido pela enorme abertura e foi interditado pela Defesa Civil. O problema está "escondido" dos olhos de quem passa pelas proximidades há cerca de um ano, mas assusta bastante quem reside naquela região.
Segundo o secretário de Obras, Leandro Joaquim, a situação é considerada emergencial. A alternativa encontrada pela prefeitura, de acordo com ele, foi transformar o local, provisoriamente, pelo período de um ou dois meses, em uma nova Área de Transbordo e Triagem (ATT) de resíduos da construção. O local vigente hoje está vencido há praticamente um ano (leia mais adiante).
"Todas as empresas (caçambas) de coleta deverão ir para lá, estamos acertando isso ainda. Provavelmente uma semana ou duas. É a forma encontrada para eliminar a erosão e proteger as casas ali. O local também tem um interceptor de esgoto que precisamos nos atentar. Ao depositarmos ali resíduos sólidos específicos da construção civil, haverá uma resistência maior no solo. Mas é preciso organizar corretamente a separação no transbordo, porque não pode ter lixo doméstico e nem madeira misturados. É um trabalho pesado que exige a atenção das secretarias de Obras, Meio Ambiente (Semma) e Sear (Administrações Regionais)", comenta Leandro Joaquim.
A reportagem procurou a Associação dos Transportadores de Entulho e Agregados de Bauru (Asten). Segundo o presidente Nelson Corrêa Pinto, até o momento a Asten não tem posição definida.
CONTENÇÃO
Segundo a prefeitura, a Semma autorizou a deposição de resíduos da construção civil no local, que já começou por esta secretaria, que encaminhou descartes dos oito Ecopontos espalhados pela cidade. Ainda de acordo com o município, a finalização da obra dependerá das condições climáticas e do volume de resíduos descartados pelas caçambas. Ao término da recuperação da erosão, a coleta de resíduos de construção será encerrada.
SEM LICENÇA
Conforme o JC já noticiou em outras ocasiões, a sede da Área de Transbordo e Triagem (ATT), situada no final da avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Jardim Chapadão (região do Mary Dota), teve sua licença encerrada há cerca de um ano, está saturada, mas, mesmo assim, segue sendo utilizada. O terreno foi fiscalizado recentemente pela Cetesb e pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Segundo relato do Tribunal de Contas, o Ministério Público (MP) está acompanhando a situação e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deve ser feito junto à Prefeitura de Bauru em breve.