Washington - Quase um mês após a invasão russa da Ucrânia, a guerra diplomática entre o Kremlin e os EUA subiu vários degraus às vésperas do encontro dos líderes da Otan, a aliança militar ocidental, na quinta (24).
Depois de ter sido acusado de preparar ataques hacker contra empresas americanas e de tramar o uso de armas químicas contra alvos ucranianos pelo presidente Joe Biden, o governo russo disse que a Casa Branca adota o "banditismo" nas relações internacionais.
Já o americano deverá pedir que a Otan adote um protocolo de reação em caso de uso de armas nucleares por Putin, além de trabalhar por mais sanções contra o Kremlin.
TOM DURO
Joe Biden fez as acusações em tom acima do usual por serem tratadas como certezas, não especulações, na noite de segunda (21). Nesta terça, veio a reação. "Diferentemente de muitos países ocidentais, incluindo os EUA, a Rússia não se envolve com banditismo no nível estatal", afirmou o porta-voz Dmitri Peskov.
Para o Instituto de Estudos da Guerra, ONG de Washington, os russos já estão inclusive assumindo posições defensivas em alguns locais, o que sugere a vontade de tentar ganhar a guerra pelo atrito, destruindo as forças numericamente inferiores de Kiev.
Nesse cenário, especula-se o uso de uma arma química ou mesmo de uma bomba nuclear tática, de baixa potência, para subjugar a Ucrânia.