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Leituristas da CPFL atuarão como espécie de agentes contra a dengue

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em meio a um cenário de aumento de casos de dengue na cidade, a CPFL firmou parceria com a Prefeitura de Bauru para reforçar a campanha de combate à doença. Como já são responsáveis por percorrer os bairros, os leituristas da empresa distribuirão fôlderes junto com a fatura da energia, com dicas sobre os cuidados que devem ser adotados em casa para eliminar possíveis criadouros. Poderão, ainda, atuar fazendo alertas sobre risco de infestação do mosquito Aedes aegypti encontrado nas áreas visitadas.

A iniciativa foi intermediada pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio do procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado, e firmada no último dia 6 de abril. Segundo o órgão, os materiais educativos serão distribuídos nas regiões prioritárias, de forma preventiva, durante este período de menor volume de chuvas, quando a proliferação do Aedes aegypti tende a diminuir. Nesta semana, a prefeitura repassaria à CPFL a lista das áreas de maior risco, junto com os fôlderes, que já foram confeccionados.

Os profissionais da Vigilância Ambiental também manterão contato contínuo para troca de informações com os leituristas. Ainda de acordo com o MPF, o trabalho começará a partir dos bairros que já receberam alguma fiscalização e tiveram grande quantidade de casos de dengue: distrito de Tibiriçá, Núcleo Gasparini, Parque Jaraguá e Santa Edwirges.

QR CODE

Na sequência, as distribuições ocorrerão conforme os índices de infestação levantados pelo Executivo bauruense. "A CPFL apoiará a causa com profissionais de leitura e entrega de contas, colaborando com a distribuição dos panfletos nos bairros indicados pela prefeitura, de acordo com as datas mensais de entregas das contas de energia", acrescenta o MPF, em nota.

Também foram iniciadas tratativas sobre a possibilidade de desenvolver um software com leitor de QR Code, que serviria como um prontuário para monitoramento das visitas já realizadas, visando planejar futuras ações. O MPF adiantou que, se o município apresentar um projeto com objeto, necessidade e custo, poderá buscar recursos oriundos de acordos judiciais e extrajudiciais para financiar a iniciativa. A parceria se daria por meio de assinatura de termo de cooperação e mediante regras de licitação. A prefeitura se comprometeu a apresentar o projeto em 15 dias.

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