Polícia

Universitários sofrem com sensação de insegurança após furtos em repúblicas

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 3 min

Universitários que moram em repúblicas em Bauru têm tido uma preocupação que vai muito além do que se empenhar nos estudos para garantir uma boa formação. Eles estão apreensivos com a segurança. Furtos recentes a esses imóveis têm deixado os jovens alarmados, principalmente na região da Vila Nova Cidade Universitária. Diante da sensação de insegurança, a Liga das Repúblicas de Bauru (LRB) tem feito alertas em grupos e até uma espécie de "rede de ajuda" foi criada (leia mais abaixo).

Um dos crimes mais recentes foi registrado em uma república que fica entre a avenida Octávio Pinheiro Brisolla e a Nações Unidas. Por volta das 7h20 da última terça-feira (17), Victória Longhi, de 21 anos, levantou para trabalhar e se deparou com a casa revirada. Inclusive, até mesmo a segunda geladeira das moradoras, que fica do lado de fora do imóvel, estava bagunçada e com a porta aberta.

"Ouvi que tinha uma pessoa e pensei que fosse o namorado de uma das moradoras. Comecei a gritar perguntando 'quem está aí?', mas não tive resposta. Quando olhei para fora, vi o portão da garagem quebrado, escancarado, e um homem fugindo em uma de nossas bicicletas, com nossa televisão embaixo do braço", conta a estudante de Psicologia da Unesp.

Existe a suspeita de que o ladrão contou com a ajuda de um comparsa, já que uma segunda bike também desapareceu. Além disso, Victória encontrou, na garagem, uma sacola deixada para trás pelos criminosos, contendo um notebook, alguns tênis e uma máquina de fazer tatuagens de uma outra moradora, que trabalha nessa área.

"Foi desesperador. Fiquei tão nervosa que tive crise de ansiedade e precisei ir à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para tomar medicação. Agora, estamos dormindo com todas as portas e janelas trancadas, e ainda instalamos um cadeado no portão para que ele não abra mais. A sensação de insegurança e de medo é muito grande", relata Victória.

OUTRO CASO

Na mesma região, uma outra república de estudantes também foi furtada, em 12 de abril último. O criminoso fugiu com uma bicicleta e a carteira de um dos moradores. O homem ainda tentou levar um notebook, mas acabou abandonando o aparelho no telhado da casa vizinha, local provavelmente usado por ele como rota de fuga.

"Por volta das 2h30, escutei um barulho no quintal e olhei pela janela do meu quarto, que dá para ver o portão da garagem. Vi um homem com uma bicicleta de um amigo meu. Saí do meu quarto e, fazendo bastante barulho, corri até o quarto de um outro morador e pedi para ele ligar para a polícia. Eles chegaram rápido e vistoriaram a casa para ver se tinha mais alguém", narra Gabriel Silva, de 22 anos, que reside no local.

"Encontramos também o carro todo aberto, revirado. Não sabemos se estavam apenas procurando algo de valor ou se pretendiam levar o veículo também. Sou de Ribeirão Preto e nunca tinha passado por isso. Mudamos para essa casa há pouco tempo. Fiquei em choque", comenta o estudante de Design da Unesp.

REFORÇO

Em nota, o 4.ª Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), por meio de seu comandante interino, major Jovercy Bergamaschi Júnior, informou que, apesar de a corporação não ter detectado aumento significativo de furtos a repúblicas recentemente em Bauru, reforçará o policiamento nessas localidades.

O oficial complementou ainda que a Polícia Militar "realiza, diuturnamente, patrulhamento no local e na região, para, desta forma, aumentar a sensação de segurança e coibir tais ilícitos".

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