São Paulo - Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta (3) contra policiais civis e dois advogados suspeitos de receber propina para não prenderem o dono de uma loja de relógios de luxo alvo de uma operação no shopping Cidade Jardim, na capital paulista, em janeiro.
Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de Osasco e cumpridos na capital, em Barueri e em Osasco.
Os investigadores apuram se os agentes teriam recebido R$ 170 mil para liberar o dono da loja e não apreender relógios roubados encontrados no estabelecimento.
De acordo com o Ministério Público, a propina foi negociada em janeiro deste ano dentro do 6º DP em Osasco por dois advogados acionados pelos policiais civis.
O 6º DP e o escritório dos advogados suspeitos de envolvimento no esquema estão entre os endereços alvos de busca e apreensão.
A detenção do empresário, que também não teve o nome divulgado, era resultado da operação Diamante de Sangue, deflagrada no dia 26 de janeiro.
OUTRO LADO
Procurada para comentar a suspeita sobre agentes da polícia, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não respondeu até a publicação deste texto. Em nota, o shopping Cidade Jardim diz que encerrou o contrato com a loja em 8 de fevereiro e "desde então não possui nenhum relacionamento com o estabelecimento".