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Obra deixa o trânsito caótico e dificulta rotina no Pq. Giansante

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Uma obra que era para ser sinônimo de alívio tem virado pesadelo para alguns moradores no Parque Giansante, em Bauru. O serviço prevê a implantação de galerias de águas pluviais ao longo da avenida Rizik Eid Gebara e, para isso, houve necessidade da interdição de uma faixa de rolamento na quadra 1. Como a via é a única ligação do bairro com a cidade, o trecho funcionou no sistema "Pare e Siga" por alguns dias, no entanto, essa estratégia parou de ser adotada por lá e os moradores reclamam que a pouca fiscalização tem prejudicado o trânsito, com flagrantes de excessos e até acidentes no local.

Em nota, a Emdurb e prefeitura dizem que a sinalização e orientação do local são realizadas, mas não cogitam o retorno do Pare e Siga, por enquanto.

A travessia de pedestres também tem sido um desafio no local, já que não há calçada em um longo trecho e eles precisam dividir a passagem com os carros, circulares e caminhões ao longo do desvio.

"No último domingo (5) houve um acidente aqui. Um motociclista caiu de moto e o motorista do carro bateu contra a guia para não atropelá-lo. É muita areia e pedra junto, o chão fica escorregadio. E, como não tem mais fiscalização, o pessoal abusa da velocidade, faz manobras arriscadas. Imagine à noite, é um terror", reclama Paulo Roberto Teles, 36 anos, morador da avenida Rizik Eid Gebara há 5 anos.

"Tenho uma filha de 9 anos e ela vive querendo ficar na área ou na calçada de casa, mas, com esse perigo, o jeito é nos mantermos mais trancados", completa Paulo.

A reportagem esteve no local por volta das 15h desta segunda-feira (6) e flagrou um motociclista tentando furar o trânsito com uma manobra arriscada ao ultrapassar carros pelo lado direito no mesmo sentido do fluxo.

TENSÃO

Como o trecho da avenida Rizik Eid Gebara, no sentido Centro-bairro, é de aclive muito íngreme, não é incomum carros quebrarem por ali, gerando ainda mais lentidão e tensão no trânsito. Somente durante a presença da reportagem no local, duas situações do tipo foram registradas.

"As cenas que você presenciou acontecem todos os dias. É preciso mais fiscalização aqui, enquanto essa obra não terminar", ressalta para a repórter Paulo Sérgio Alves, 42, anos, morador do local há 3 anos.

POEIRÃO

Além dos riscos relacionados ao trânsito, os vizinhos e xarás, Paulo Roberto e Paulo Sérgio, criticam que há falta de atenção com a vizinhança em relação à obra.

"É para um benefício nosso e de Bauru, mas eles poderiam ser mais atenciosos. Ao terminar essa quadra, já poderiam passar o asfalto ou, então, brita ou qualquer coisa para diminuir o pó levantado pelos carros. Minha esposa tem bronquite e meu filho de seis meses vive tossindo", aponta Paulo Roberto.

"É muito complicado liberarem todo o trânsito aqui sem asfaltar. Nós iremos sofrer com esse pó por quanto tempo?", questiona Paulo Sérgio.

Na placa de execução da obra, consta que o início ocorreu em 28 de março deste ano e término era previsto para 27 de maio de 2022. No entanto, nem metade de todo trabalho previsto foi concluído até o momento.

SINALIZAÇÃO

Em nota, a prefeitura ressalta que as obras de drenagem e pavimentação no Parque Giansante são viabilizadas pelo município com apoio de emendas parlamentares. A primeira etapa prevê toda a rede de drenagem na avenida, com implantação de galerias de águas pluviais, caixas de centro e bocas de lobo. "Após a conclusão destes serviços, o asfalto da via será refeito pela empresa contratada, que tem até oito meses para terminar os serviços, sendo que, no momento, as obras estão em seu segundo mês", diz a prefeitura.

Já a segunda etapa prevê drenagem e pavimentação de outras vias pelo Giansante.

Tanto a Emdurb quanto a prefeitura ressaltam que, no período das obras, realizam a sinalização dos trechos interditados e dos desvios, e destacam a necessidade de atenção dos motoristas e pedestres.

"O GOT faz diariamente acompanhamento no local, com reforço da sinalização e orientação. Eles não ficam lá o dia todo, mas passam, principalmente à noite", aponta a assessoria de comunicação da Emdurb.

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