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Celular seguro: o que fazer?

FolhaPress
| Tempo de leitura: 4 min

A ação de quadrilhas que roubam celulares e conseguem invadir contas bancárias digitais deixou usuários em alerta e com receio de usar seus dispositivos nas ruas da cidade. Hoje, o risco representa menos a perda do aparelho em si e mais ter redes sociais, bancos, aplicativos de compras e e-mails vasculhados pelos criminosos, o que pode afetar a vida pessoal e financeira das vítimas.

A senha de desbloqueio dos celulares (PIN, senha escrita, biometria e Face ID) é a primeira barreira de segurança que os dispositivos oferecem, e uma das mais importantes, mas as medidas de segurança não param por aí. Especialistas em segurança digital dividem as dicas entre antes e depois de um possível roubo. O antes consiste em aumentar a proteção geral do aparelho, dificultar o acesso a aplicativos e informações sensíveis e preparar o terreno para o pior cenário; o depois consiste em reduzir os danos e evitar prejuízos maiores.

- Reúna as informações

completas e guarde-as

em local acessível

A primeira e principal dica para agir rapidamente é destinar tempo a aprender a fazer todos os passos sugeridos pelos especialistas, e anotar contatos, instruções e passos necessários em um local de fácil acesso. Por mais que as dicas e cuidados pareçam lógicos e simples, na hora do incidente será difícil lembrar de todas elas.

- Aumente a proteção

de seu celular

Vale a pena destinar um tempo para descobrir como implantar estas proteções no seu sistema de celular. Na internet há tutoriais específicos para iPhones e dispositivos Android. Mas atenção:

* Não use a mesma senha para acessar contas diferentes. Crie uma para cada site e aplicativo, sem relação com informações pessoais (data de nascimento, nome da mãe) e composta de números, letras e símbolos. Use um gerenciador de senhas para facilitar o processo

* Não deixe armazenadas no aparelho imagens de cartão de crédito, documentos, comprovantes de endereço e senhas de bancos, emails e sites

* Sempre use uma proteção para desbloquear o celular, seja por PIN (sequência numérica), senha escrita, biometria ou reconhecimento facial

* Diminua o tempo de bloqueio automático de tela. Quanto menor, maior sua segurança

* Ative a opção de inserir senha quando um app é acessado. Assim, mesmo se o dispositivo for roubado estando desbloqueado, será possível evitar a exposição de informações sensíveis

* Ative a senha do seu chip. Se a função for ativada, será necessário digitar essa senha toda vez que o usuário ligar o telefone ou colocar o chip em outro aparelho

* Guarde aplicativos com informações sensíveis em pastas seguras ou deixe-os ocultos

* Guarde em um lugar seguro ou memorize o login e senha das contas Google (Android) e iCloud (iOS) para poder acessar os dispositivos remotamente

* Habilite um segundo fator de autenticação em todos os serviços disponíveis, mas não tenha o email de recuperação de senhas cadastrado no app do celular

* Desative o conteúdo de notificações de SMS e email na tela de bloqueio, para que não sejam exibidas informações de recuperação de senha, tokens e códigos de validação

* Aprenda como bloquear e apagar remotamente seu aparelho. Em iPhones, isso pode ser feito no iCloud; em dispositivos Android, podem ser usados os serviços do Google

* Escolha alguém de confiança para ter acesso ao sistema de bloqueio remoto do celular para apoiá-lo em caso de roubo ou furto

* Reduza o limite individual e diário das suas transações financeiras (Pix principalmente) e siga recomendações de segurança de sua instituição financeira

* Mantenha backups e aplicativos atualizados

- Evite prejuízos caso o

dispositivo seja roubado

* Prepare-se previamente para as operações abaixo. Entre em contato com operadora e bancos para checar contatos e informações que podem vir a ser necessárias e guarde essas instruções em local acessível (em papel ou numa nuvem que possa ser acessada rapidamente, por exemplo)

* Entre em contato com a operadora para que seu chip seja bloqueado. Para permitir esse passo, procure já a operadora, informe-se sobre como pedir o bloqueio do chip e mantenha essas informações em local acessível (nunca no seu celular!)

* Apague os dados do seu celular remotamente. Assim, o dispositivo ficará inutilizável e todas as informações serão apagadas na próxima vez que ele for conectado à internet. Prepare-se previamente estudando como fazer essa limpeza remota e anotando as instruções em local acessível

* Contate o suporte dos bancos para bloquear o acesso a contas e cartões. Informe-se previamente com o banco sobre os contatos e os passos necessários, e registre as informações em local acessível

* Altere senhas e emails de recuperação das redes sociais

* Avise amigos e familiares

* Registre o boletim de ocorrência para que o Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel, uma espécie de CPF do aparelho) seja bloqueado. Para isso, verifique previamente o Imei do seu aparelho e registre-o em local acessível. Esse código está anotado na caixa do aparelho, mas também é possível recebê-lo digitando o código *#06# no teclado do telefone, como se estivesse fazendo uma ligação. O número aparecerá na tela.

Fontes: José Luiz Santana, diretor de cibersegurança do C6 Bank, Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética da Axur, e Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da PSafe.

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