Economia & Negócios

Governo dá argumentos para empresa segurar reajustes

FolhaPress
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Brasília  - O presidente Jair Bolsonaro (PL) espera que Caio Mário Paes de Andrade, novo presidente da Petrobras (leia na página 17), busque evitar reajuste nos preços dos combustíveis, sobretudo durante a campanha eleitoral.

Para isso, aliados de Paes de Andrade dizem que um dos argumentos que ele deve explorar é o de que a estatal precisa reforçar a parte social de sua pauta ESG (sigla em inglês para meio ambiente, sustentabilidade e governança).

A senha já foi dada na semana passada pelo ministro Adolfo Sachsida (Minas e Energia), durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Ele defendeu que as empresas devem "pensar na reputação da marca a longo prazo", não só a curto prazo.

"Os países do mundo ocidental dão muito valor à agenda ESG. Acho que também cabe à Petrobras valorizar essa agenda, porque é uma empresa que está listada em Bolsa", disse.

Ele ainda disse que todas as empresas de petróleo do mundo têm minoritários e "todas estão levando prejuízo para preservar a marca", citando as que deixaram a Rússia por causa da Guerra da Ucrânia.

"É natural que a Petrobras também faça sacrifícios", afirmou Sachsida, antes de ressalvar que a decisão não era dele, mas "do presidente da Petrobras, do seu conselho e dos seus diretores".

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