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Militares de 'voos da morte' são condenados pela Justiça da Argentina

FolhaPress
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Buenos Aires - A Justiça da Argentina condenou na segunda-feira (4) quatro ex-militares do país a prisão perpétua devido aos chamados "voos da morte", prática criminosa que constituiu em atirar ao mar, do alto de um avião, prisioneiros políticos, vivos ou mortos, durante a ditadura militar de 1976 a 1983 no país.

Foram condenados Luis Del Valle Arce, Eduardo Lance, Ángel Delcis Malacalza e Santiago Omar Riveros por, de acordo com a acusação, invasão de domicílio, privação ilegal de liberdade, tortura e homicídio qualificado de quatro pessoas que ficaram presas em um centro clandestino de detenção, tortura e extermínio conhecido como Campo de Mayo. Estima-se que 5.000 pessoas tenham passado pelo local.

As vítimas são Adrián Enrique Accrescimbeni, Juan Carlos Rosace, Rosa Eugenia Novillo Corvalán e Roberto Ramón Arancibia, cujos corpos foram encontrados no litoral do país entre 1976 e 1978.

Os juízes determinaram que médicos analisem o estado de saúde dos condenados para verificar se eles têm condições de irem a uma prisão. Eles têm entre 79 e 98 anos.

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