Geral

Incêndios em estiagem preocupam e a Defesa Civil 'ativa' operação

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

O bauruense já enfrenta 25 dias sem chuva significativa e a Defesa Civil vai intensificar a Operação Estiagem. Trata-se de medidas de segurança contra as queimadas e elas são desenvolvidas em todo o Estado de São Paulo. Em Bauru, o órgão mantém um esquema de informação sobre os riscos em todas as áreas de reciclagem, zona rural e no Jardim Botânico. O principal objetivo é reforçar a necessidade de os profissionais que atuam nestes locais manterem aceiros e fontes de água para apagar possíveis incêndios, o que é muito comum nesta época do ano, entre julho e agosto. O alerta também é para que a população colabore, principalmente não ateando fogo em mato e entulhos.

Para a região do Jardim Botânico, segundo a prefeitura, foi enviada uma bomba de combate a incêndio com motor a gasolina e tanque com capacidade de 400 litros de água, para evitar que aconteça novamente uma perda ambiental semelhante à de 2019 (relembre mais abaixo).

Marcelo Ryal Dias, coordenador da Defesa Civil, falou sobre a Operação Estiagem em Bauru. "Este trabalho preventivo sempre começa em junho, mas como tivemos chuvas no mês passado, ativamos a partir de agora, com a seca, e vamos seguir monitorando e alertando até o final de agosto. Os munícipes ateiam fogo para limpar terrenos. Pedimos para que não realizem essa prática. Como choveu bastante no último mês, a capinação ficou alta e o fogo pode sair do controle", alerta.

ESTRUTURA

O órgão possui cinco veículos próprios e pode contar com quatro caminhões-pipa, sendo dois da Secretaria de Meio Ambiente e dois do DAE. Servidores disponíveis pela Defesa Civil, para combater pequenos focos, são quatro.

"Não temos corpo técnico suficiente para grandes incêndios. Em emergências, acionamos o Corpo de Bombeiros. Contamos com apoio da imprensa, na divulgação, mas também fomos até as estradas rurais fazer panfletagem sobre os riscos das queimadas. Iremos ainda a um evento na quinta-feira onde haverá vários produtores rurais", acrescenta Ryal.

Um dos tipos de incêndio mais difíceis de se combater, segundo ele, são em áreas de descarte de lixo, porque o fogo queima por baixo do material reciclável e os itens bloqueiam que a água atinja diretamente as chamas.

A qualidade do ar é outro problema alertado pela Defesa Civil. "As queimadas dos meses de julho e agosto prejudicam muito a qualidade do ar e formam fuligens. A respiração do gás carbônico afeta muito a saúde das crianças e idosos", finaliza.

DAE

A última chuva significativa em Bauru foi em 17 de junho, com 18,5 milímetros. No dia 18 houve apenas 3,6 milímetros e no último dia 20 choveu somente 1,3 milímetros. Segundo o DAE, o nível da Lagoa de Captação do Batalha está no máximo com 3 metros e 20 centímetros, e todos os poços estão em operação.

Comentários

Comentários