Que homem. Qual homem ? Aquele que estava doente; o conhecido ou desconhecido que com ele cruzo todas as manhãs, indo ele para o trabalho e eu fazendo a minha caminhada?
Ou aquele que vejo na escada rolante do supermercado ou shopping e que com um leve inclinar de cabeça me cumprimenta e o faria com você também, caríssimo leitor? Ou será aquele motorista invisível pelo insulfilm que escurece os vidros de seu carro que na esquina parou o mesmo para dar passagem àquela humilde mulher com uma criança ou para mim quando fui ao banco? Ou talvez seja o educado guardador de carro estacionado na rua ou praça; afinal deve ser aquele que atravessou o corredor da igreja para depositar no altar o seu óbulo ou mantimento aos necessitados. Não! Refiro-me a todos eles, ao ser humano, ao componente indistinto da espécie humana, ao "homo sapiens" Eu- você - nós. Sim ele está melhor do que foi ou era e a tendência é, consciente ou não, melhorar cada vez mais sem jamais alcançar a perfeição que é a exclusividade de Deus. Jamais conseguirá mas sempre vai procurar sua aproximação.
Este desenvolvimento para o melhor é inexorável e irreversível. E esta fé, certeza e esperança na contínua melhora do homem e da espécie humana não o faço por vivência e comparação própria pois não tive a oportunidade de viver duas vidas ao mesmo tempo para compará-las, mas pela reflexão, observação, estudo, muita leitura e análise da história. Dizem que a história se repete, o que não é verdadeiro, pois cada elo é único. O que foi ou aconteceu não será repetido. Ao longo do meu tempo e principalmente quando me propus a escrever esta matéria, conceituava indevida e exageradamente o homem do passado como "cruel", consideração esta que não é verdadeira porque o "bem e o mal", a "bondade e a crueldade" sempre existiram ou acompanharam o homem; existem e existirão pertinentes à vida humana, diferentemente do animal o fiel amigo do homem.
Após ter lido o precioso livro "O Julgamento de Jesus", do jornalista e pesquisador inglês Gordon Thomas, constatei certos atos de crueldade que são inaceitáveis, inconcebíveis e inimagináveis para o atual tempo em que vivemos antecedente do futuro, apesar das muitas informações chocantes que a televisão e outros meios de comunicação nos trazem. Poucas notícias boas; muitas tragédias humanas, fatos pontuais, isolados e infelizmente reais que chegam a nos induzir que o mundo está piorando cada vez mais. O que não é verdade, pois está melhorando a cada tempo, independentemente da vontade do homem; é a evolução do homem habitante do planeta terra determinada por vontade divina, transcendental a ele próprio. Mencionou o autor a prática da crucificação empregada pelo império romano durante mil anos. As técnicas desenvolvidas na montagem da cruz tendo em vista o desejável "mais" ou "menos" sofrimento e a hedionda exposição das centenas de crucificados expostos na Via Apia como castigo e para servir de exemplo. Herodes Antipas passava longo tempo com os seus carrascos procurando aprimorar os meios de torturas e sofrimento como os "inéditos ganchos" para arrancar unhas e olhos chegando à criação máxima do esmagamento, considerado o meio mais cruel de todos. Muito embora o autor tenha descrito, prefiro não o fazer porque levará a nada e nem merece ser repetido. Após um longo pulo na história minha mente enfoca a Idade Média ou Idade das Trevas dos reis tiranos e senhores feudais, ambos os donos da vida e da morte. Aqui não cabe um retrospecto histórico porque não sou historiador e sim educador, não havendo espaço e nem interesse para as crueldades cometidas e que seriam motivos de repugnância. Ao mesmo tempo destaques para os homens bons, para os santos que existiram e se eternizaram, os há e sempre estarão neste mundo de matéria e espírito. Este próprio homem, bom e mau, que no tempo foi agente e vítima da crueldade, inspirado por permissão divina aceitou e redescobriu a necessidade de mudanças nas leis vigentes e que existiam há milhares de anos. Essas leis desses tempos, elaboradas pelo próprio homem foram desaparecendo alteradas e outras criadas como a do trabalho, em defesa da mulher do idoso, da criança, da natureza mãe e dos animais. De acordo com as necessidades da espécie humana e não do homem em particular, outras surgirão em número indeterminado. Queiramos ou não, acreditemos ou não, realidade inconteste, o homem está melhor e estará sempre melhorando, independentemente do querer e saber. Realidade que possibilitará nossa feliz convivência como integrantes e componentes dos oito bilhões de habitantes que o nosso planeta Terra estará atingindo dentro em breve.