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Presidente Bolsonaro faz convite a estrangeiros para o 7 de Setembro

FolhaPress
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Brasília  - As festividades do 7 de Setembro em Brasília devem ter a participação de 4.500 militares num desfile na Esplanada dos Ministérios, número similar ao de anos anteriores, e podem contar ainda com a presença de chefes de Estado dos países de língua portuguesa.

O governo Jair Bolsonaro (PL) convidou para as festividades os chefes de Estado de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Interlocutores disseram à reportagem que o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, já comunicou que pretende comparecer.

O feriado de 7 de Setembro deste ano marca os 200 anos da Independência do Brasil. Em declarações públicas recentes, o presidente indicou que planeja transformar as festividades em atos bolsonaristas.

No sábado (30), durante a convenção que lançou o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) candidato ao Governo de São Paulo, Bolsonaro anunciou uma inovação para celebrar a data: um desfile militar oficial em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Na data, Bolsonaro estará em desfiles oficiais das Forças Armadas pela manhã, em Brasília, como é tradição, e, depois,  também no Rio de Janeiro.

"Sei que vocês [paulistas] queriam [que o ato fosse] aqui [em SP]. Queremos inovar no Rio. Pela primeira vez, as nossa Forças Armadas e a as forças auxiliares estarão desfilando na praia de Copacabana", disse.

Em outras declarações, Bolsonaro havia afirmado que as comemorações do Bicentenário da Independência vão mostrar que ele é o único candidato à Presidência que tem grande apoio popular.

"Eles querem aproveitar a data de 7 de Setembro para ter uma grande concentração, por exemplo, em São Paulo e nas capitais, aqui em Brasília. Vai ser um 7 de Setembro e também um apoio a um possível candidato que esteja disputando", disse ao SBT News.

A informação de que Bolsonaro convidou os dignatários de países lusófonos foi confirmada pelo Itamaraty. "Até o momento, foram convidados para as festividades do Bicentenário da Independência do Brasil apenas os chefes de Estado dos países de língua portuguesa", disse a pasta.

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