Esportes

Bauruense fatura ouro inédito nas Olimpíadas do Exército

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Aos 18 anos, o jovem Diogo da Silva Pereira conquistou uma marca inédita em sua carreira e importante para Bauru. O atirador do Tiro de Guerra faturou o ouro nos 100 metros rasos nas últimas Olimpíadas do Exército, disputadas em Campinas.

Essa foi a primeira vez, nessa competição, que um bauruense conquistou o topo do pódio na prova mais nobre do atletismo. Confiante, ele acredita ser capaz de baixar ainda mais os 10s86 que lhe renderam a medalha. "Dá para melhorar", afirma ele, que também trouxe na bagagem a medalha de prata no revezamento 4 x 100 metros.

As Olimpíadas do Exército são disputadas a cada dois anos. A edição 2022 reuniu 1.400 militares de todo o País em 13 modalidades, como natação, caratê, judô, basquete, hipismo, futebol, além do próprio atletismo. As provas foram disputadas entre 9 e 16 de julho nas cidades de Campinas, Itu, Pirassununga, Osasco e São Paulo.

Alistado, o jovem passou a vivenciar a rotina militar neste ano. No entanto, com as pistas de atletismo já está bastante familiarizado. Diogo é atleta da Associação Bauruense de Desportes Aquáticos (ABDA) e treina desde os oito anos de idade. Já tem no currículo conquistas importantes pela Seleção Brasileira, como o ouro também nos 100 metros rasos no Sul-Americano sub-16, disputado na Bolívia em 2017; e o ouro no revezamento medley disputado no mundial do Marrocos em 2018.

O que não muda é a sensação de carregar no peito o resultado de tanto trabalho. "Fique muito feliz. Pelo fato de já estar treinando bem, eu acreditava que poderia ter um bom resultado", conta o atirador, cujo melhor tempo da carreira nos 100m rasos é de 10s63 segundos.

Diogo começou no esporte por influência do irmão, Cleverson da Silva Pereira Júnior, também da ABDA, dono de importantes títulos sul-americanos e por quem nutre grande admiração. "Virei velocista seguindo o caminho dele", revela Diogo.

SURPREENDENTE

Apesar de treinar atletismo desde criança, o desempenho nas Olimpíadas do Exército foi classificado como surpreendente pelo chefe de instrução do Tiro de Guerra em Bauru, sub-tenente Tarso Corsi.

"Ele entrou esse ano no Exército, é atirador, portanto é desconhecido no âmbito nacional. Existem atletas que estão treinando há quatro, cinco anos, como profissionais. Se dedicam o dia todo e competem há anos. Portanto, para esse pessoal ele foi visto como uma zebra", afirma Corsi. Além de Diogo, em toda a competição havia somente mais um atirador.

SONHO

Com as novas medalhas engrossando o currículo, Diogo, agora, avalia quais serão as próximas provas a disputar. Apaixonado pelo atletismo, pensa em conciliar a carreira de atleta com a de militar. "Meu foco é o atletismo, mas quero juntar os dois", afirma o jovem, que também sonha um dia em chegar aos Jogos Olímpicos, representando o Time Brasil.

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