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pressão


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O psicogeriatra Vinícius Faria, um dos fundadores da plataforma Bem Te Quero 60 , que reúne profissionais e serviços para os mais velhos, incluindo cirurgias estéticas, afirma que a plástica, em todas as idades, deve ser livre de pressões sociais, busca pela perfeição ou juventude eterna. Para ele, o bem-estar físico e mental deve ser prioridade. "É mais um recurso para quem busca envelhecer bem. Procedimentos cirúrgicos são uma forma de realçar a beleza natural de forma saudável e harmoniosa, fortalecendo o lado emocional, proporcionando aumento da autoestima."

Já para a especialista em terapia cognitivo comportamental Michele Cristina Nossa, o maior problema não é a cirurgia, mas a cultura de que procedimentos infinitos e remodelagens invasivas podem dar a possibilidade de a pessoa ser mais bem-sucedida em função de sua aparência. Ela aponta o "body positivity", um movimento social focado na aceitação de todos os corpos, como algo que pode equilibrar as demandas.

"É uma questão de bem-estar. O cuidado que temos que ter é com o tamanho da distorção corporal que a pessoa tem. Todos temos uma representação mental do nosso corpo, porém, o limite é o quanto a mudança corporal interfere na qualidade de vida e se há uma dependência desses procedimentos para ser feliz", diz Nossa.

Alexandra Gurgel, fundadora do Movimento Corpo Livre e autora de dois livros sobre o tema ("Pare de se Odiar" e "Comece a se Amar", ambos da editora Best Seller), começou os procedimentos estéticos aos 23 anos, quando fez lipoescultura, "butt lift" e colocou silicone. Meses depois, porém, tentou o suicídio. "Em nenhum momento o movimento é contra fazer uma bariátrica, colocar um botox. Não é para não querer mudar o seu corpo, não fazer uma cirurgia plástica, mas entender que pode ser livre com seu corpo, que você não precisa ser de determinado jeito."

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