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Comitê determina alerta máximo para monkeypox

FolhaPress
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Brasília - O COE Monkeypox (Centro de Operações de Emergência), criado pelo Ministério da Saúde para monitorar o avanço da monkeypox no Brasil, determinou nível máximo de alerta para a doença. A classificação está no Plano de Contingência Nacional para Monkeypox divulgado entre os membros da saúde, no sábado (6). O governo pede que se evite o termo varíola dos macacos para não discriminar os animais (há casos em que macacos foram intoxicados e investigação de que o ato seria criminoso e discriminatório por causa da varíola). 

Os níveis de emergência variam de I a III. O nível máximo admite uma ameaça de relevância nacional, que pode culminar em declaração de Espin (Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional).

Segundo o Ministério da Saúde, o alerta é estabelecido quando há "excepcional gravidade".

Para a avaliação de riscos, o comitê considera a transmissibilidade da varíola dos macacos, agravamento dos casos confirmados, vulnerabilidade da população, disponibilidade de medidas preventivas ?como vacinas e o antiviral ?e recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

MAIS DE DOIS MIL

Até esta segunda-feira (9), o Brasil registra 2.293 casos confirmados de varíola dos macacos, segundo o Ministério da Saúde. São Paulo é o estado com mais registros da doença (1.636), seguido por Rio de Janeiro (253), Minas Gerais (101), Distrito Federal (92), Paraná (52) e Goiás (51). As demais áreas têm menos de 20 casos identificados.

Na semana passada, o boletim apontava 1.962 casos suspeitos, 38 prováveis e um óbito.

INSUMOS

"O nível a ser considerado para o presente Plano é o Nível III, uma vez que já existem casos confirmados da doença no Brasil, com transmissão comunitária, e ainda não há no território nacional disponibilidade de medidas de imunização e de tratamento", diz trecho do plano de contingência.

O documento do COE diz que o governo brasileiro enfrenta dificuldades para a compra de insumos para tratamento da varíola dos macacos.

"O SUS vem envidando esforços para aquisição desses insumos para a população brasileira, mas cabe destacar que, no momento, não há disponibilidade no mercado internacional de vacinas ou medicamentos para tratamento para aquisição pelo Brasil."

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