Em Bauru neste sábado (13) para o lançamento da candidatura à reeleição do deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB), o ex-governador e candidato ao Senado, Márcio França (PSB), defendeu a interiorização do desenvolvimento. O que, segundo ele, significa dar força a um processo de descentralização econômica e política da Capital paulista, com foco na expansão de cidades no Interior.
Essa é uma pauta, inclusive, compartilhada por ele e Rodrigo Agostinho, já levada a Fernando Haddad (PT), candidato a governador de São Paulo apoiado pela coligação formada pelas siglas - PSB e PT.
"O Estado de São Paulo tem mais 644 cidades, além de Bauru, e precisamos retomar esse crescimento no Interior. E nós vamos fazer isso juntos", pontua França. "Temos como bandeira uma série de estratégias para interiorizar esse desenvolvimento e trazer oportunidades e mais gente para cá. Deslocar secretarias inteiras para o Interior é um dos exemplos. Por que a Secretaria de Estado da Agricultura tem de estar na cidade de São Paulo? Se você desloca uma secretaria como essa para Bauru, transforma também o fluxo todo, além de trazer gente, poder e força. Não faz sentido ter tudo centralizado na Capital", explica ele, reforçando que seu trabalho no Senado será o de ajudar o governo estadual.
Dentro da agenda de desenvolvimento, ele ressalta ainda que trabalhará pela aprovação de projetos que viabilizem, sobretudo, mais interligações rodoviárias.
"O Estado de São Paulo é dividido pelo Rio Tietê e o que ficou para baixo dele desenvolveu menos por contar com número reduzido de estradas. Precisamos de mais ligações", comenta o candidato ao Senado, acrescentando que defende também a revitalização e reativação da malha ferroviária em Bauru.
Ainda pela cidade e região, França diz defender a estruturação completa do Hospital das Clínicas de Bauru. "A abertura foi um marco, mas é preciso tê-lo funcionando em sua plenitude. E essa é uma bandeira que eu já tinha", cita o ex-governador de São Paulo.
LÚCIA
O foco dele no Estado ganha ainda mais força nessas eleições diante da candidatura de Lúcia França (PSB), sua esposa, anunciada nos últimos dias como vice de Haddad.
"Só pela democracia a gente entrega a família. Estamos juntos há 40 anos e a Lúcia nunca tinha se envolvido em campanha. Tenho dito: vocês soltaram a Juma Marruá, agora vamos ver no que vai dar", brinca ele. "Mas é mais do que relevante que tenhamos privilegiado uma questão de gênero na chapa. Desde 1822, São Paulo teve 164 homens ocupando cargos de governador e vice. Nunca houve uma mulher", completa.
CARTA
Na vida pública há quatro décadas e signatário da "Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito", Márcio França esteve presente no evento realizado pela Faculdade de Direito da USP, na última quinta-feira (11). Ele diz não acreditar em um possível questionamento do resultado das urnas.
"O Bolsonaro tensiona um pouco, porque fala para o público dele. Mas não acredito que haverá questionamento. A democracia no País está muito consolidada, assim como o uso da urna do ponto de vista eletrônico. Outros países, inclusive, querem até copiar nosso modelo", fecha questão França.