Internacional

Revolta em enterro de 41 mortos em incêndio

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Cairo - Um dia após o incêndio que matou 41 pessoas em uma igreja copta em Gizé, testemunhas do drama acusaram nesta segunda-feira (15) as autoridades egípcias de negligência, que levaram mais de uma hora para reagir. O clima no enterro dos corpos era de revolta.

O incêndio, causado por um curto-circuito, ocorreu durante uma missa na igreja Abu Sifin, em um beco do populoso bairro de Imbaba.

Segundo as autoridades e a Igreja Copta Egípcia, 41 pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas.

Segundo funcionários da área de segurança ouvidos pela agência Reuters, boa parte dos mortos eram crianças que estavam em um berçário, enquanto os pais participavam da cerimônia.

O fogo começou por volta das 9h (4h de Brasília) devido a uma pane elétrica no momento em que 5.000 pessoas se reuniam na igreja copta de Abu Sifin, a noroeste da capital, Cairo. As chamas teriam, então, bloqueado os acessos, causando uma debandada.

"O ar condicionado de uma sala de aula no segundo andar do edifício onde se encontra a igreja sofreu uma pane e liberou uma grande quantidade de fumaça, que foi a causa principal das mortes e ferimentos", informou o Ministério do Interior.

"As pessoas estavam se reunindo no terceiro e quarto andares, e vimos fumaça saindo do segundo andar. As pessoas correram para descer as escadas e começaram a cair umas sobre as outras", disse Yasir Munir, um fiel da igreja. "Então ouvimos um estrondo e faíscas e fogo saindo da janela", declarou, dizendo que ele e sua filha estavam no térreo e conseguiram escapar.

Gizé, a segunda maior cidade do Egito, fica do lado oposto do Nilo em relação ao Cairo.

Comentários

Comentários