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Claudia Jimenez morre no Rio aos 63 anos

FolhaPress
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Rio - A atriz Claudia Jimenez morreu na manhã deste sábado (20), aos 63 anos, no Rio de Janeiro. A artista estava internada em um hospital na Zona Sul da cidade. Ela morreu de insuficiência cardíaca.

Em 1986, a humorista descobriu um tumor maligno no mediastino, atrás do coração, e conseguiu curar-se da doença, mas as sessões de radioterapia podem ter afetado os tecidos do coração, o que a obrigou a fazer pelo menos três cirurgias nos anos seguintes.

Claudia fez sua estreia no teatro em 1978, como a prostituta Mimi Bibelô, na peça "Opera do Malandro", de Chico Buarque. Ela foi levada pela diretor Mauricio Sherman para a TV Globo na década seguinte, onde deu início à carreira de humorista.

A atriz trabalhou com os grandes mestres da área, como Jô Soares e Chico Anysio, interpretando personagens marcantes como a insaciável Pureza, mulher de Apolo, do bordão "Ainda morro disso!", em "Chico City", e Dona Cacilda, uma das alunas da "Escolinha do Professor Raimundo". Com ela, emplacou outro bordão: "Beijinho, beijinho, pau, pau".

Na década de 1990, fez sucesso como a desbocada empregada doméstica Edileuza, do humorístico "Sai de Baixo" (Globo). A atriz, no entanto, não escondia de ninguém que  se magoava com a gordofobia e com as reiteradas piadas sobre seu peso nas gravações do programa.

Seu trabalho mais recente na televisão foi no quadro "Infratores", no "Fantástico" (Globo), em 2018. Ela estava longe das novelas desde 2016, quando interpretou Lucrécia em "Haja Coração", na mesma emissora.

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