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Ciro Gomes critica 'polarização odienta' entre Lula e Bolsonaro

FolhaPress
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Brasília  - O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, atacou o que chamou de "polarização odienta" protagonizada por seus dois principais rivais na disputa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), em sabatina nesta terça-feira (23) ao Jornal Nacional.

Ciro foi o segundo entrevistado pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos. Hoje haverá um hiato na sequência porque a emissora prioriza a transmissão ao vido do futebol, mas amanhã (quinta-feira, 25) será a vez de Lula ser sabatinado. E na sexta (dia 26), Simone Tebet encerra a série.

Ciro afirmou não ter ajudado a construir "essa polarização odienta" e disse que os rivais estão tentando repetir "uma espécie de 2018". No entanto, admitiu "reavaliar" seu discurso duro contra os adversários.

MODELO DE GOVERNO

Ciro Gomes afirmou que o modelo de coalizão entre partidos é "certeza de uma crise eterna" e citou governos anteriores, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL), como exemplos de falha antes de sugerir que o povo participe mais ativamente por plebiscitos. Para Ciro, os acertos entre partidos são "o que se convencionou chamar de presidencialismo de coalizão, ou nessa versão corrupta, o centrão [...] Se a gente não chegar a conclusão, esse modelo é a certeza de uma crise eterna, Lula na cadeia, Dilma cassada, Collor cassado, e o Bolsonaro desmoralizado agora" afirmou. Ele ainda fez promessa pública de não tentar reeleição.

"Eu reafirmo aqui solenemente, pode me cobrar. Eu vou tomar quatro providências e fazer um gesto. As quatro providências são: plebiscito programático aos seis meses [com as principais propostas de seu plano de governo], renegociação [das dívidas] com governadores e prefeitos, plebiscitos para os impasses [com o Congresso] e a certeza de não pedir reeleição.

VISIBILIDADE

Pouco antes do início da sabatina, o presidenciável já dava a tônica de como seria a entrevista. Em vídeo postado em uma rede social, afirmou que faria um esforço para que "essa campanha não seja resolvida de véspera, como quer o sistemão, obrigando você a escolher entre o coisa ruim e o coisa pior."

"Repetir as coisas do passado e esperar resultado diferente é a Teoria da Insanidade, como dizia o [físico Albert] Einstein", disse. 

Para o pedetista, a visibilidade do JN ganha ainda mais relevância por conta da desvantagem no tempo de propaganda eleitoral em relação aos dois líderes da disputa. Ciro terá 52 segundos, contra 3 minutos e 39 segundos em cada bloco de Lula e 2 minutos e 38 segundos de Bolsonaro.

Desde que foi lançado pelo PDT à Presidência, em 20 de julho, Ciro tem igualado Lula e Bolsonaro em seus ataques e costuma dizer que o "lulismo pariu Bolsonaro". Na avaliação do pedetista, caso qualquer um dos dois primeiros colocados vença as eleições, o país continuará dividido e suscetível a ódio e violência política.

Em 2018, em entrevista ao mesmo Jornal Nacional, Ciro afirmou que Lula não era "um satanás como certos setores da imprensa e da opinião brasileira pensam." O pedetista, então, afirmou que, após o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, "tudo isso foi perdido".

BAIXA RENDA

O programa de governo de Ciro tem propostas voltadas a atrair eleitores de baixa renda, como a renda básica de R$ 1.000 para famílias pobres. O projeto foi batizado de Eduardo Suplicy, em homenagem ao vereador do PT em São Paulo.

Ele também manteve uma das promessas de 2018: limpar o nome de 66 milhões de brasileiros que estão no SPC e taxar as grandes fortunas. Além disso, falou que "falta uma mão firme" no cuidado com o meio ambiente. E no final pediu o voto de quem não quer a volta do Lula e está insatisfeito com Bolsonaro.

 

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