Somos tratados nos programas esportivos do Sportv, ESPN, Band, SBT, entre outros, como um bando de imbecis. Vendendo para os anunciantes menos avisados a ideia de que o futebol é o centro da atenção dos brasileiros, principalmente agora que tem o Flamengo, Palmeiras e a Seleção Brasileira.
A realidade não é essa!
Se você acompanha futebol diariamente, principalmente às sextas-feiras e, " por acaso", o Flamengo joga no sábado ou domingo, não tem pra ninguém, principalmente na emissora carioca e um pouco de maquiagem e cenários suntuosos na ESPN.
É impressionante a falta de qualidade, de respeito, o passar o pano, a demagogia, o cabotinismo que somos tratados pelo Sportv em todos os programas esportivos pelos comentaristas. Eles são mauzinhos ou bonzinhos, conforme o diretor determina. Bonecos manipulados. As análises são mais profundas que um pires sem água. O tratamento ao espectador é um atentado à inteligência, começando pelo Luiz Carlos Jr. e Jader Rocha, tanto no vôlei como no futebol. Essa dupla é uma das mais "sem noção" da emissora carioca. São intragáveis. Sempre muito bem acompanhados por outra dupla: Gustavo Villani e Luis Roberto. Ela não é pior que a dupla acima por falta de espaço na programação. Anexo vai de brinde Marco Freitas, comentarista de vôlei que se perde com superlativos e por contar a vida de cada atleta desde a base até a Seleção. Muito chato, inconveniente e demagogo.
A imprensa esportiva é que faz o "choro" e da o pontapé inicial, depois do minuto de silêncio pela Covid-19. Cria rivalidades. Ofende companheiros. Faz bullying com o colega. Faz saudação para o colega que vai embarcar para a cobertura da Copa do Mundo, a impressão é que ele vai morrer, mas ele está vivo, mas chato, pretensioso e arrogante.
Quem está acostumado a assistir aos debates de futebol já se acostumou com os participantes analisando a quantidade de suor e os quilômetros corridos pelos jogadores durante os 90 minutos, principalmente se o Flamengo estiver jogando.
Uma ligeira percepção é suficiente para constatar que as atenções se voltam quase exclusivamente para esse time carioca. As entonações ou vibrações com Guga Vilani no gol de bicicleta de Pedro, contra o Atlético Paranaense, que rendeu até um palavrão, mas ninguém comentou.
É claro que o apreço que os jornalistas têm com o Flamengo, no caso, pode não ser o único motivo pelo qual o levam a tomarem certas atitudes. Rapidamente vamos aos fatores: Sportv fica no Rio de Janeiro. A maioria dos comentaristas reside no Rio de Janeiro. O Flamengo é o time mais rico do Brasil, tem o melhor elenco e sua sede está no Rio de Janeiro. A demanda de público é muito grande e está no Rio de Janeiro. A publicidade é enorme, então temos que aguentar de segunda a segunda tudo isso e aí entram os debates, palestras, agressões verbais, falta de educação e com isso brota o regionalismo, bairrismo, casuísmo, ufanismo, pachequismo, clubismo e muito mais "ismos" que me fogem à memória.