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Massa polar traz rajadas de vento e frio, mas nada de chuva, diz IPMet


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Uma massa de ar frio vinda do Polo Sul derruba as temperaturas na região central do Estado nesse começo de semana. As mínimas podem chegar a 11 graus nesta terça-feira (30) e máximas de até 23 graus, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), da Unesp. O fenômeno também provoca rajadas de vento, que nesta segunda-feira ocasionaram a queda de uma sibipiruna, no Jardim Independência. Ninguém ficou ferido. Já a partir desta quarta-feira os termômetros devem voltar a subir, mas as manhãs continuam com baixas temperaturas. Apesar da virada no tempo, não deve chover.

Ontem, o efeito na amplitude térmica ficou evidente: em menos de 24 horas os termômetros saíram dos 33 graus da tarde de domingo para 11 graus na segunda pela manhã. Para hoje, a previsão é de máxima de 23 graus. Segundo o meteorologista José Carlos Figueiredo, essa é uma frente fria que veio 'a mais' na conta. "Nosso inverno é caracterizado pela passagem de duas a três massas de ar frio. Esse ano já passaram três, essa quarta está vindo de lambuja", explica o profissional do IPMet. Ainda segundo ele, as massas que conseguem passar por cima da Cordilheira dos Andes, atingindo a Argentina, chegam no Brasil com mais intensidade, a exemplo do que acontece nessa semana.

Ainda segundo dados do IPMet, o bauruense pode esperar manhãs mais geladas até sexta-feira. O que muda a partir de quarta são as máximas, que devem chegar a 28 graus e, na quinta, deve fazer até 31 graus. Com o aquecimento da atmosfera, a tendência é de desaceleração dos ventos.

56 KM/H

Nesta segunda-feira (29), rajadas de 56 quilômetros por hora derrubaram uma sibipiruna na quadra cinco da rua Tamandaré, no Jardim Independência. O exemplar atingiu o muro lateral da Igreja Tenrikyo. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Ryal, ninguém ficou ferido e a árvore estava enfraquecida por ações de cupins.

De acordo com Figueiredo, os ventos fortes estão relacionados com a massa de ar polar. "Ela vem com temperatura muito baixa e aqui tínhamos uma temperatura muito alta. Isso faz com que ar frio acelere em direção ao ar quente, situação muito comum nas passagens de sistemas de alta pressão na região".

ESTIAGEM

Apesar das mudanças, não deve chover e, daqui para frente, explica Figueiredo, o bauruense pode esperar a estiagem se agravar. Segundo dados do IPMet, já são oito dias sem chuva e sem previsão alguma de mudança nesse cenário para os próximos dias. Até o momento, agosto registra 32 milímetros de chuva. "E se fossem 30 dias sem chuva, estaria dentro do normal. Aqui, agora, não chove. Se ocorrer tudo nos conformes, o período chuvoso começa a normalizar na segunda quinzena de outubro, com precipitações significativas", diz o meteorologista.

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