Tribuna do Leitor

112 anos do Velho Guerreiro

Bruno Freitas - jornalista, bauruense e noroestino
| Tempo de leitura: 2 min

Insistente, teimoso, desafiador e que tem uma longa história de peso e muita lenha para queimar. O motor tem mais de um século, mas funciona bem, como poucos. O maior patrimônio esportivo bauruense completa hoje, quinta-feira, 1.º de setembro, 112 anos de uma rica história.

Escrita por conquistas, acessos, títulos e uma torcida que aumenta a cada ano. Mérito dos pais que vão passando a tradição de torcer pelo clube de sua cidade, o Esporte Clube Noroeste.

Uma biografia marcada, também, por tropeços e feridas. Mas elas cicatrizam com o tempo e deixam o clube mais cascudo, forte e igualmente apaixonante. Há quem prefira os times da Capital, centenas de quilômetros longe de Bauru, muitas vezes só assistindo aos jogos do sofá de casa, mas eu prefiro mesmo é o Estádio Alfredo de Castilho. Tem os que gostam das grandes arenas, dos cardápios gourmet, e tudo bem. Mas o charme mesmo é assistir partida de futebol da arquibancada de concreto, com pipoca, pastel e amendoim.

O Norusca é daqueles times que mantêm o futebol-raiz respirando. Eu posso falar por mim, que já fui mais corintiano, roxo, doente, mas hoje o coração bate mais forte pelo Noroeste. A propósito, parabéns ao Timão, nosso primo rico, que também é aniversariante do dia.

E o ano de 2022 foi ainda mais especial para o Noroeste. Não só conquistamos o acesso e o retorno à Série A2 do Paulista, depois de 10 anos, mas também o título do estadual.

Neste ano, para mim, ter comemorado o acesso e o título do Alvirrubro com certeza foi mais comemorado do que uma nova Libertadores ou o terceiro Mundial de Clubes do Coringão. E quantas pessoas têm a oportunidade de erguer um troféu do seu time? Eu tive.

Aos mais jovens, é preciso lembrar que disputamos a Série A do Campeonato Brasileiro, em 1978, um dos pouquíssimos times do Centro do Estado de São Paulo. Somos bicampeões da Copa Paulista (2005 e 2012), tetracampeões da Série A2 (1943, 1953, 1970 e 1984), bicampeões do Interior Série A1 (1943 e 2006), bicampeões Série A3 (1995 e 2022).

O gigante acordou e está se levantando ainda mais forte.

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