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Chuva e frio afastam o público do desfile de 7 de Setembro na Nações

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A chuva fina e intermitente, o vento e as temperaturas amenas registradas em Bauru na manhã desta quarta-feira (7) desencorajaram muitos moradores da cidade a sair de casa para assistir ao desfile cívico de 7 de Setembro, que celebrou os 200 anos da Independência do Brasil. O evento, que voltou a ser realizado na avenida Nações Unidas após cerca de 40 anos, teve público aquém do esperado para a data, que sempre mobiliza milhares aos locais onde as festividades são realizadas.

Segundo a prefeitura, aproximadamente 2.950 pessoas e 120 veículos vinculados a entidades militares, educacionais, civis, esportivas e sociais desfilariam na Nações, na altura do Parque Vitória Régia. Mesmo com desistência de alguns participantes do cortejo, nitidamente, havia mais gente desfilando pela avenida do que assistindo às comemorações.

A presença do público foi inibida por condições do tempo desfavoráveis para eventos em áreas abertas. Para se ter ideia, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), na manhã deste feriado, as temperaturas oscilaram entre 15 e 19 graus e os ventos chegaram a 62 quilômetros por hora.

O desfile começou por volta de 7h30, a partir do hasteamento das bandeiras. Um palanque para autoridades foi montado no canteiro central da Nações, onde estiveram a prefeita Suéllen Rosim (PSC) e lideranças civis e militares. Mesmo com a chuva que começou e cessou por algumas vezes, os participantes permaneceram na avenida para prestar sua homenagem ao Bicentenário da Independência do Brasil.

VALORES

A festividade também marcou o retorno da celebração após o hiato de dois anos imposto pela pandemia da Covid-19. Uma das entidades que desfilou neste 7 de Setembro foi o Grupo Escoteiro Tiradentes de Bauru, levando cerca de 100 integrantes para a avenida.

Segundo a chefe escoteira Viviane Bochi Moraes, a data contribui para que crianças e jovens resgatem valores essenciais para serem bons cidadãos no futuro. "É importante ter este contato com noções de amor à pátria, respeito ao próximo, trabalho em equipe, que a gente já trabalha muito no nosso grupo", frisa.

Já Richard Leutz, fundador e coordenador de projetos da Associação Garra de Tigre de Kung Fu, avalia que a comemoração ajuda a dar visibilidade aos diversos trabalhos realizados na cidade, proporcionando que a população conheça e até se interesse em participar mais ativamente destas iniciativas. "Muita gente passou a treinar conosco depois de ver o desfile. E manter esta tradição também é importante para divulgar a cultura chinesa e apresentar à população a abrangência dos projetos que a gente desenvolve", comenta.

A dona de casa Alcione Jesus Silva de Marins foi com o marido Valmir Rogério de Marins para assistir à celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil pela primeira vez na avenida Nações Unidas, com o objetivo de prestigiar seu filho Pablo, de 10 anos, que desfilou com a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Francisco Junior "Zé do Skinão".

A família, inclusive, aprovou a mudança de endereço, por ser uma região mais central, com mais espaço e maior facilidade de acesso. "Vim pelo Pablo, mas gostei bastante do desfile como um todo. Achei espetacular, principalmente a fanfarra. Pena que tenha chovido", diz.

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