Washington - Coordenadores do combate à pandemia nos Estados Unidos anunciaram na terça-feira (6) o plano de vacinação contra Covid-19 com doses atualizadas para a variante ômicron e garantiram que a vacinação permanecerá gratuita.
No último dia 31, a FDA (agência americana reguladora de medicamentos e alimentos) autorizou a aplicação do novo imunizante da Moderna em indivíduos acima de 18 anos e a nova vacina da Pfizer em pessoas acima de 12 anos.
As vacinas das duas companhias utilizam a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que permite mimetizar a proteína spike, usada pelo vírus para se ligar às nossas células e invadi-las, ativando o sistema de defesa do organismo.
A diferença dos novos imunizantes é que eles contêm duas sequências de mRNA: uma com codificação para a proteína spike original e outra para a proteína spike das linhagens BA.4 e BA.5 da ômicron.
O anúncio do plano de vacinação ocorreu durante coletiva com Ashish Jha, coordenador da operação contra Covid da Casa Branca; Xavier Becerra, secretário de Saúde e Serviços Humanos; Rochelle Walensky, diretora do CDC (Centro de Controle de Doenças); e Anthony Fauci, epidemiologista-chefe da Casa Branca.
No evento, Jha destacou que a medida torna os EUA o primeiro país a oferecer vacinas atualizadas e disse que vislumbra um novo patamar, no qual a vacinação anual contra Covid passa a fazer parte da rotina.
"Na ausência de uma variante dramaticamente diferente, estamos caminhando para um padrão de vacinação similar à vacinação anual para gripe, com doses atualizadas para as versões circulantes no momento", complementou Fauci.
Eles estimam inclusive que muitos americanos receberão a nova dose juntamente com a vacina contra gripe, já que as campanhas coincidirão em algumas semanas. "Acredito que foi por isso que Deus nos deu dois braços: um para a vacina da gripe e outro para a da Covid", brincou Jha.
Como os Estados Unidos enfrentam maior resistência de parte da população à imunização, os coordenadores ressaltaram aspectos relacionados à segurança.