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Atos do 7 de Setembro no Rio, SP e em Brasília mobilizam multidões

FolhaPress
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Brasília/Rio - O presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou as comemorações do feriado do 7 de Setembro para capitalizar para sua campanha em Brasília e no Rio de Janeiro, em atos que contaram com a presença de centenas de milhares de apoiadores e de boa parte do seu estafe de governo. Em cima de carros de som, fez discursos sobre a melhora da economia e pouco falou sobre o Bicentenário da Independência nos palanques montados nas duas cidades.

Apesar da repetição de críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro reduziu o tom adotado na manifestação do ano passado. A insistente narrativa de Bolsonaro de meses anteriores, de questionamento às eleições, às urnas e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), também ficou de fora das pregações centrais do presidente.

Desta vez, Bolsonaro não citou Moraes, presidente do TSE, embora tenha mantido ameaças veladas ao dizer que vai levar "para dentro das quatro linhas [da Constituição] todos aqueles que ousam ficar fora delas". 

O presidente ainda reduziu o foco dos discursos no STF e concentrou ataques ao ex-presidente Lula (PT), que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. "Não sou muito bem educado, falo palavrões, mas não sou ladrão", afirmando que a esquerda deveria ser extirpada da vida pública.

"IMBROCHÁVEL"

Pela manhã, em Brasília, Bolsonaro elogiou Michelle Bolsonaro e, entoou gritos de "imbrochável" e ensaiou fazer uma comparação com outras primeiras-damas -- mas sem citação direta à socióloga Rosângela da Silva, a Janja, mulher de Lula. Deu destaque à primeira-dama Michelle Bolsonaro com declarações consideradas por outras candidatas (leia à página 16) como machistas. Pouco antes, a TV Brasil que transmitia os eventos ao vivo flagrou uma discussão entre ele e Michelle (leia abaixo).

Bolsonaro entoou um coro de "imbrochável" após beijar a primeira-dama na presença de milhares de seguidores, como se não ter um problema de disfunção erétil fosse uma "vantagem" eleitoral.

"A vontade do povo se fará presente no próximo dia 2 de outubro, vamos todos votar, vamos convencer aquelas pessoas que pensam diferente de nós, vamos convencê-los do que é melhor para o nosso Brasil. Podemos dar várias comparações, até entre as primeiras damas. Ao meu lado, uma mulher de Deus e ativa na minha vida. Ao meu lado não, muitas vezes ela está é na minha frente", disse.

"Tenho falado com homens que estão solteiros: procure uma mulher, uma princesa, se casem com ela, para serem mais felizes ainda", acrescentou.

Apesar da data histórica devido ao Bicentenário da Independência, o evento em Brasília não teve a presença dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do STF, Luiz Fux.

NO RIO

À tarde, na praia de Copacabana, Bolsonaro buscou atacar Lula e afirmou que a esquerda deveria ser "extirpada da vida pública".

"Se você perder a liberdade, você perdeu tudo na vida. Compare o Brasil com os países da América do Sul, compare com a Venezuela, compare com o que está acontecendo na Argentina e compare com a Nicarágua. De comum esses países têm nomes que são amigos entre si, todos os ex-chefes de Estado dessas nações são amigos do quadrilheiro de nove dedos que disputa a eleição no Brasil. Não é voltar apenas à cena do crime, [mas] esse tipo de gente tem que ser extirpado da vida pública."

SÃO PAULO

O candidato a deputado federal pelo PTB-SP e presidente do movimento Nas Ruas, Tomé Abduch, afirmou que problemas técnicos não possibilitaram o estabelecimento de um link ao vivo com o presidente Jair Bolsonaro (PL) para o ato na avenida Paulista, que também reuniu milhares de bolsonaristas.

Mais cedo na manifestação, Abduch havia dito aos manifestantes que o chefe do Executivo falaria ao público remotamente. Às 17h, quando o ato naquele carro de som foi encerrado, o presidente não tinha falado. Abduch afirmou então que o link não tinha dado certo por falta de sinal.

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