Moscou - O exercício militar exibido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, demonstra a aliança com a China, diante do cenário de mais de seis meses de guerra com a Ucrânia. No entanto, até então, o Vostok 2022 conta com uma quantidade reduzida de homens em relação à última edição, de 2018.
Ainda que os números sejam comumente contestados por especialistas, foram anunciados 300 mil homens em 2018. Também foi divulgado que aquele foi o maior exercício do tipo desde a Guerra Fria. Dessa vez, o Kremlin anunciou que o Vostok 2022 seria menor e envolveria 50 mil soldados.
A China encaminhou mais de 2 mil soldados e mais de 300 veículos militares para participar dos exercícios, segundo a imprensa chinesa. O contingente enviado por Pequim também inclui 21 aviões de combate e três navios de guerra. O Vostok 2022 ocorre em sete campos no Extremo Oriente da Rússia e no Mar do Japão.
SINAL
Segundo informações da Reuters, ao prosseguir com os exercícios militares, Putin parece enviar um sinal de que as forças armadas da Rússia seriam capazes de conduzir ações desse tipo, mesmo com as demandas da guerra.
Além da China, as manobras militares também incluíram forças da Índia, Argélia, Laos, Mongólia, Nicarágua, Síria e seis ex-repúblicas soviéticas.
O Ministério da Defesa russo divulgou na última terça-feira (6) um vídeo da parte naval do exercício, que mostra a frota praticando o lançamento de mísseis de cruzeiro Kalibr, que atingiram um alvo a mais de 300 km de distância.
Os Kalibrs são mísseis de alta precisão que podem ser disparados de navios, submarinos, caças e carretas de blindagem leve.