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Covid: pela 1.ª vez, rede pública tem dia sem pacientes na UTI e enfermaria

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O arrefecimento da pandemia de Covid-19 trouxe mais uma estatística positiva - e simbólica - para Bauru. Nesta terça-feira (13), boletim epidemiológico emitido pela prefeitura revelou que, pela primeira vez desde o início da crise sanitária, o número de internações em leitos de enfermaria e UTI voltados ao tratamento da doença na rede pública foi a zero.

Os dados, segundo o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde, são relativos ao dia anterior, ou seja, segunda-feira (12). Já ontem, dois pacientes com diagnóstico ou suspeita de infecção pelo novo coronavírus deram entrada no Hospital das Clínicas (HC), a única unidade pública hospitalar que segue como referência para este tipo de atendimento na cidade.

Na rede privada, também ontem, havia dois pacientes internados em UTI e nenhum em leito de enfermaria.

Diretor do DSC, Ezequiel Santos explica que, desde 5 de setembro, o HC não interna pacientes com Covid-19 em UTI. Agora, no dia 12, conseguiu zerar, mesmo que momentaneamente, também a ocupação de leitos de enfermaria.

A ausência de pacientes com a doença e necessidade de suporte hospitalar na rede pública é algo inédito nestes últimos dois anos e meio. "Não é possível dizer por enquanto que esta seja uma tendência, porque ainda estamos em uma pandemia, com monitoramento de ocorrência de novas variantes e sem ainda ter uma vacina modificada para a cepa ômicron. Porém, temos uma expectativa de que, daqui em diante, continuemos com um número muito pequeno de pacientes internados", analisa.

VACINAS

Santos destaca que a forte desaceleração da transmissão do vírus - e, por consequência, do ritmo de desenvolvimento de novas variantes - só foi possível devido ao grande contingente populacional vacinado.

Em Bauru, a cobertura alcançada da terceira dose chegou a aproximadamente 70% dos habitantes, o que ainda não é o ideal, mas já suficiente para formar o chamado 'cinturão epidemiológico', que proporcionou um controle, mesmo que não definitivo, da doença.

"Quanto mais pessoas imunizadas, menores as chances de termos casos graves. Precisamos acompanhar, agora, como será o comportamento da pandemia entre o fim deste ano e início do próximo, já que tivemos o surgimento de cepas novas entre 2020 e 2021 e entre 2021 e 2022. Não dá para descartar com segurança que não seremos surpreendidos por mais uma onda de casos", pondera.

E, justamente em razão disso e da confirmação da circulação de monkeypox na cidade, o diretor do DSC recomenda que a população mantenha hábitos básicos que contribuem para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, como higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel e uso de máscaras, especialmente em locais fechados.

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