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HAC aposta na conscientização para estimular doações de órgãos


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Jaú - Como parte da campanha Setembro Verde, que marca o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado neste sábado (17), e o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, comemorado no dia 27, Hospital Amaral Carvalho de Jaú (47 quilômetros de Bauru), maior centro transplantador de medula do Brasil, aposta na conscientização e na informação para estimular doações e relata a experiência de duas irmãs - doadora e receptora - que protagonizam uma história de amor e superação.

De acordo com o hospital, qualquer pessoa maior de idade pode, juridicamente, doar órgãos, a partir da manifestação de sua vontade em vida. Apesar da maior incidência de doação de órgãos ser pós-morte, há doações que podem ocorrer em vida, como a de um dos rins e parte do fígado, pulmões e medula óssea.

"O transplante de células-tronco hematopoéticas, também chamado de transplante de medula óssea, é um tipo de tratamento voltado para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia, linfomas, anemias graves, hemoglobinopatias, osteopetrose, entre outras", diz o HAC por meio de nota.

O hospital conta com o Centro de Transplante de Medula Óssea (TMO), que foi criado em 1996 e, hoje, realiza cerca de 90% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). "Ao longo desses 26 anos, já foram realizados mais de 3.900 procedimentos na unidade. O Centro é considerado atualmente o maior transplantador de medula óssea do Brasil", revela o HAC.

SEGUNDA CHANCE

Diagnosticada com anemia aplásica, Ana Cris Araujo Silva, 33 anos, viajou de Manaus/AM para Jaú/SP logo após descobrir a doença, há um ano. Hospedada na casa de apoio Eva L. V. Barbanti, mantida pelo HAC com ajuda de doações da comunidade, Ana Cris realizou o transplante de medula óssea em junho deste ano.

Sua irmã, Ana Lorena Araújo, 19 anos, foi a doadora. "Apesar das dificuldades da doença e do tratamento, tenho motivos para agradecer por essa segunda chance. O atendimento de excelência que o Hospital Amaral Carvalho oferece, o tratamento humano, a casa de apoio. Tudo tem ajudado muito nesse processo", afirma.

A doadora, 100% compatível, conta que preparação, exames e medicações levaram um certo tempo, mas a doação foi rápida e tranquila. "No dia seguinte após a doação, já recebi alta do hospital", diz. "O sentimento é de missão cumprida, de gratidão por fazer parte do processo de cura de uma pessoa que eu amo".

No próximo dia 30, Ana Cris completa 100 dias de transplante e passará por análise para receber alta desta fase do tratamento, podendo voltar para casa e retornar ao hospital a cada 40 dias para acompanhamento. "A expectativa para recomeçar é grande", declara.

COMO DOAR

Uma pessoa pode se tornar doadora de medula por meio de um cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é feito em qualquer hemocentro. O interessado deve apresentar documento de identidade, assinar termo de consentimento livre e esclarecimento (TCLE) e preencher um formulário. Ele terá sangue coletado para análise e os dados ficarão disponíveis no Redome. Quando um paciente precisar de transplante, o cadastro ficará disponível para consulta de compatibilidade e eventual contato. 

Caso o desejo da doação seja confirmado, exames complementares serão feitos e a data para a realização do procedimento será marcada. "O ato de doar é um ato de amor e de empatia", ressalta Ana Cláudia Ferrari, supervisora da equipe de enfermagem do Ambulatório e Unidade de Internação da TMO e Unidade de Hematologia do HAC. "Esse ato é o mais altruísta que alguém pode ter e, ao mesmo tempo, é essencial para a sobrevivência de milhares de pessoas".

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