Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, Jair Bolsonaro (PL) destacou o Brasil como uma pátria da vacina contra a Covid-19, com produção própria e índices altos de imunização. A avaliação é de que o discurso foi feito para ser encaixado na campanha eleitoral.
Desta vez, seu posicionamento foi antagônico ao do ano passado, quando falou contra a obrigatoriedade da vacina e enalteceu remédios e tratamentos ineficazes. A contundente diferença integrou o balanço que fez de seu governo. Na oportunidade, também defendeu a pauta conservadora e atacou antagonistas no pleito, como é o caso de petistas.
Seu pronunciamento levou 20 minutos. Por tradição, desde 1955, o Brasil é o primeiro país a discursar na abertura da Assembleia da ONU. Candidato à reeleição, o atual presidente brasileiro citou a criação do Auxílio Brasil; privatizações de empresas estatais e a redução de impostos que levou à queda do preço dos combustíveis.
Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Lula (PT), Bolsonaro disse ter acabado com a "corrupção sistêmica" que, para ele, existia no país, citando as denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, reveladas pelas investigações da operação Lava Jato.