São Paulo - A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciará um mutirão na reta final do primeiro turno das eleições para tentar eleger o ex-presidente ainda no primeiro turno. O esforço, que começaria neste final de semana, envolve partidos aliados, movimentos sociais e sindicatos em ação articulada e distribuída por diferentes regiões do País.
O planejamento foi discutido em reunião com Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, e lideranças de movimentos populares e sindicalistas.
SEGUNDA A QUARTA
Nos dias de semana, a mobilização contará com carreatas, bandeiraços e banquinhas em terminais, estações de metrô e universidades. Além disso os militantes deverão passar de casa em casa, fazer panfletagens em feiras e mercados e criar grupos para diálogo nas igrejas, em especial as evangélicas.
Essas ações deverão ser coordenadas com agendas de Lula em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Hoje, por exemplo, a agenda do ex-presidente diz que ele participará de dois atos no Rio de Janeiro: um ato na Portela, em Madureira, com a presença do prefeito Eduardo Paes (PSD), e outro no centro da cidade.
Na quinta-feira a agenda é livre porque Lula decidiu participar do debate da Globo. A decisão é vista como parte de uma estratégia de preparação para o debate da TV Globo, considerado decisivo. Além da expectativa de audiência maior, o evento da principal emissora de tevê do País ocorrerá na quinta-feira (29) que antecede o primeiro turno.
No mês passado, Lula teve seu desempenho criticado no debate organizado pelo pool da TV Bandeirantes, Folha, UOL e TV Cultura, principalmente por não responder diretamente a questionamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre corrupção.
PROGRAMA DE GOVERNO
Diferentemente do cronograma anunciado em maio, o comando da campanha do ex-presidente decidiu não divulgar um texto final do plano de governo. Prevaleceu a tese de que o detalhamento de compromissos poderia alimentar frustrações em caso de eventuais apoios para um segundo turno.