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Menino de 6 anos entra no grupo de pessoas com QIs mais altos do mundo

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Apaixonado por Lego, quebra-cabeças e robótica, Lorenzo Jayme Tamião Barbi, 6 anos, entrou, nesta semana, para um seleto grupo de pessoas com QIs mais elevados do mundo. No último dia 20, o menino, nascido em Bauru e diagnosticado com superdotação, foi admitido na Mensa Brasil, afiliada da Mensa Internacional, considerada a maior, mais antiga e mais famosa sociedade de alto quociente de inteligência.

Sem fins lucrativos, a entidade reúne cerca de 500 pessoas no Brasil e 100 mil indivíduos em mais de 100 países que alcançam a partir de 98% da pontuação máxima de ao menos um dos testes de inteligência mais confiáveis do mundo. Segundo a mãe de Lorenzo, Julia Assad Jayme, 44 anos, a aprovação é uma nova conquista em meio a uma trajetória ao lado do filho que, até aqui, não foi simples.

Apesar de perceber que o garoto já manifestava algumas habilidades desde um ano e meio de idade, quando ele começou a ajudá-la a montar um quebra-cabeça de 1 mil peças, Julia começou a receber reclamações de professores assim que o pequeno entrou na escola. Na época, a família morava em Pirajuí. "Ele fazia tudo muito rápido e, depois, começava a fazer bagunça na sala de aula, batia em outros alunos", relembra.

Mais afeito a atividades na área de exatas e de raciocínio lógico, Lorenzo também enfrenta, até agora, dificuldades para aprender a ler e escrever. Orientada por professores, Júlia passou a levar o menino a sessões com psicólogos quando ele ainda tinha 3 anos.

MUDANÇA DE VIDA

Entendendo a necessidade de dar melhor suporte ao filho, a mãe abandonou o trabalho como agropecuarista e toda a sua rotina em Pirajuí para se mudar com a criança para Bauru. Na cidade, conseguiu contato com uma profissional especializada, que passou a acompanhar o garoto.

"Ele fez três sessões e aí veio a pandemia. Retornamos para Pirajuí e só fomos de novo para Bauru quando as aulas presenciais foram retomadas, em 2021. A psicóloga ainda não tinha voltado a atender e, no fim daquele ano, indicou uma outra profissional. Depois de várias sessões e de enviar questionários para a escola, no final de março de 2022, ela deu o diagnóstico: o Lorenzo é superdotado", relembra.

Com a identificação de sua condição, o menino passou a ser assistido pelo Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Unesp de Bauru, que ajuda a desenvolver as potencialidades de crianças com altas habilidades. "Mesmo tendo condições de pagar psicólogo e escola particular para o Lorenzo, há uma grande dificuldade para garantir que ele receba o ensino adequado, com adaptação curricular, que é um direito previsto em lei", pontua.

Enquanto cobra medidas da coordenadoria pedagógica da escola, Julia espera que o atendimento no CPA e as atividades desenvolvidas pela Mensa possam auxiliar o menino. Entre as iniciativas promovidas pela organização internacional, estão grupos de debate e pesquisa, trocas culturais entre membros em todo o mundo e distribuição de prêmios e bolsas para fomentar usos da inteligência em benefício da sociedade.

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