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Moradores reivindicam há anos a finalização da Pinheiro Machado

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Há pelo menos duas décadas, quem reside ou precisa trafegar nos dois últimos quarteirões da avenida Pinheiro Machado, quadras 21 e 22, região do Jardim Rosa Branca, cobra melhorias no local, que é cercado por outras ruas com infraestrutura. Por lá já existe rede de esgoto, com poços de visita desnivelados do solo, mas faltam galerias de águas pluviais, pavimentação, sarjetas e guias. Outro problema escancarado na via é a criação de um cavalo que fica amarrado por corda, cuja legislação municipal proíbe esse tipo de prática em perímetro urbano.

Estas duas quadras ficam entre o estádio de atletismo municipal "Milagrão" e o residencial Água da Grama, inaugurado há 8 anos, a poucos metros de distância, mas que ganhou pavimentação em toda a rua Irene Pregnolato Pinto Nogueira.

Segundo Rodrigo Júnior Domingos, 29 anos, auxiliar de produção que reside na quadra 21 com esposa e filho, estes pouco mais de 200 metros são os únicos da área que faltam ser estruturados. Além de asfalto, o local está com solo desnivelado e com poste que precisa ser realinhado. Outro fato citado é de a rotatória ser muito larga, comparada com a avenida estreita, sem a duplicação existente nos outros 20 quarteirões.

De acordo com o vizinho e microempresário Juliano do Nascimento, dono de uma loja de pet shop, desde que ele se mudou para lá, há 17 anos, a vizinhança aguarda por melhorias. A sensação de esquecimento é muito mais longa, afirma. "Fizeram um condomínio aqui do lado e asfaltaram lá. Veja bem, são poucos passos para virar a rua, quando acaba a terra e inicia o asfalto. E aqui bem em frente, onde está a área verde, pertence a uma construtora que chegou a colocar cercas, mas devem ter desistido de construir na pandemia. Enquanto isso, o local está largado. Queríamos muito que alguém da prefeitura viesse aqui", comenta o morador do local.

Outros vizinhos ouvidos pela reportagem acrescentaram, sem precisar uma data, que a prefeita Suéllen Rosim (PSC) esteve ali no primeiro ano de mandato, além de uma equipe de topógrafos. A visita trouxe ansiedade, mas, até o momento, nada foi feito.

Outra grande preocupação é o despejo irregular de lixo, apesar de a avenida estar a menos de 2 quilômetros e 400 metros do Ecoponto mais próximo, o do Edson Francisco da Silva, na quadra 4 da rua Dulce Duarte Carrijo. A distância de carro é de apenas 7 minutos.

POSICIONAMENTO

O Grupo de Análise de Empreendimentos (GAE) está avaliando a viabilidade e eventuais contrapartidas da instalação de um empreendimento residencial na região, e caso este seja aprovado, a estrutura e pavimentação deste trecho da via deverá ser incluída na contrapartida a ser exigida da empresa.

Com relação ao cavalo amarrado em via pública, a prefeitura afirma que alertou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

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