REVOLTANTE

Bauru: assassino de Pâmela diz que vítima foi escolha 'aleatória'

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Para João Vitor Andrade Lima, a vida da motorista valia R$ 2 mil, valor que ele receberia caso conseguisse vender o carro da jovem
Para João Vitor Andrade Lima, a vida da motorista valia R$ 2 mil, valor que ele receberia caso conseguisse vender o carro da jovem

Causou revolta entre moradores de Bauru e Piratininga, principalmente entre profissionais que trabalham como motoristas de aplicativo, a declaração de João Vitor Andrade Lima, de 23 anos, de que a escolha da vítima foi “aleatória”. O indiciado confessou ter matado Pâmela Letícia Nolastro Cunha na última quinta-feira (8). O delegado Cledson Nascimento, responsável pela investigação da Delegacia de Homicídios, informou que o réu confessou que a escolha foi aleatória porque ele queria roubar o carro. A versão, no entanto, necessita de confirmação com dados já solicitados pela Polícia Civil, que aguarda essas informações da plataforma, as quais serão encaminhadas após a autorização judicial, já deferida pelo juiz da comarca de Piratininga.

Conforme o JC/JCNET noticiou, os investigadores da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Bauru constataram provas substanciais que apontam o indiciado como autor do assassinato da jovem de 29 anos, que residia em Piratininga (a 13 quilômetros de Bauru). Em seu primeiro depoimento, João Lima alegou que não havia matado a vítima, mas apenas usado sua conta do aplicativo para pedir uma “corrida” para outro indivíduo e que esse desconhecido havia praticado o homicídio. A Polícia Civil, no entanto, obteve evidências de que ele mentiu e de que não havia nenhum outro envolvido. Diante disso, ele recuou da alegação inicial e admitiu o crime, permanecendo preso.

Ainda segundo Cledson Nascimento, o indiciado disse que pretendia subtrair o veículo para que fosse repassado a traficantes, “encomendado” para servir como “moeda de troca” para a aquisição e o transporte de drogas no Paraguai, em troca de R$ 2 mil. A faca foi apreendida próxima do local onde o corpo de Pâmela foi localizado, em Piratininga, e está sob análise da perícia.

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