A Polícia Federal prendeu uma mulher investigada por supostamente compartilhar material com cenas de abuso sexual infantojuvenil envolvendo a própria filha, em Araçatuba. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (20), durante o cumprimento de mandados na cidade.
Segundo a Polícia Federal, os agentes cumpriram um mandado de prisão e outro de busca e apreensão. Além disso, o Conselho Tutelar acompanhou a ação e realizou o acolhimento da criança.
A investigação começou após uma notícia-crime encaminhada pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), organização que atua no combate à exploração de crianças.
Investigação apura compartilhamento por chats
De acordo com a PF, as apurações preliminares reuniram elementos que indicam, em tese, o compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil por meio dos chats de uma plataforma.
A Polícia Federal não informou qual plataforma teria sido utilizada nem divulgou detalhes sobre o conteúdo investigado.
Após o cumprimento das ordens judiciais, a mãe da criança permaneceu presa e seria encaminhada ao estabelecimento prisional competente.
A PF também não informou, no material divulgado, a idade da investigada ou da vítima nem detalhou o que os agentes apreenderam durante as buscas.
Conselho Tutelar acompanha criança
O Conselho Tutelar acompanhou o cumprimento dos mandados e a criança recebeu acolhimento durante a operação. Não foram divulgados outros detalhes sobre as medidas de proteção adotadas, com o objetivo de preservar a vítima.
Ao divulgar a investigação, a Polícia Federal destacou ainda a nomenclatura utilizada para crimes dessa natureza. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia”, a instituição ressalta que organismos internacionais preferem as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”.
Segundo a PF, esses termos representam de maneira mais adequada a gravidade das violações praticadas contra crianças e adolescentes.
Além disso, a instituição orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet pelos menores. A PF recomenda diálogo sobre segurança digital e orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas.
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